Kátia Azevedo
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Equipes da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) começaram a ser deslocadas ontem como uma tentativa de reduzir a sujeira acumulada desde sexta-feira, 31, nas feiras de Aracaju.
Os locais estão sendo atingidos pela suspensão de serviços diante de dívida da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) com empresas que realizam a limpeza pública na capital. A dívida já dura cinco meses. O único serviço que está acontecendo é a coleta.
Além de feiras livres, o problema também está afetando as praias, que apresentam grande volume de entulhos e lixo. De acordo com funcionários da empresa Torre, eles estão sendo orientados a assinar o ponto e irem para casa desde a última sexta-feira.
Eles informaram que estão com salários regularizados, mas a empresa não está recebendo repasse de verba pelo serviço prestado. Ainda segundo os trabalhadores, a empresa apenas está recolhendo o lixo, mas sem realizar outros serviços de limpeza como uma forma de pressionar a gestão municipal a realizar o pagamento da dívida. Eles estão preocupados que o problema comprometa o pagamento do 13º salário.
Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Aracaju, o órgão realizou reunião com a empresa para negociar a dívida, que deverá ser paga até 31 deste mês. "O contrato dita as regras do pagamento e as empresas fornecedoras vão receber. Já houve reunião na última segunda-feira e firmamos um acordo administrativo com as mesmas. Estamos mobilizando as equipes para regularizar o recolhimento. É preciso lembrar que a coleta domiciliar está regular e só tivemos problemas pontuais em 8 das 28 feiras de Aracaju", informou o secretário-adjunto de Comunicação da PMA, Elton Coelho, que atribuiu à perda de receita de R$ 30 milhões do FPM como uma das causas para o problema, que já atinge mais de 300 pontos em bairros da capital.
Durante o final de semana, o trabalho foi reforçado. No sábado, o grupo de 11 agentes fez a limpeza na feira do Batistão, localizada no bairro 13 de Julho, mas o volume do lixo ainda era grande ontem
Praias – No domingo, mais duas equipes de 12 agentes retornam para a limpeza das areias da praia, com as duas caçambas, mas, sem o auxílio da máquina semeadora.
O cronograma de limpeza das praias segue diariamente durante as segundas, terças e sextas-feiras, mas diante do problema, isso vem acontecendo de forma inconstante.
O lixo das feiras livres está sendo o grande problema, não sendo recolhido no mesmo dia, gerando reclamações entre a comunidade. Segundo alguns moradores, o lixo não foi recolhido até o início da manhã de ontem.
A grande reclamação é o mau cheiro provocado por restos de verduras e carnes espalhados pelo local. A feira do Batistão acontece todas as terças de 5h às 16h. Por volta das 8h um carro-pipa chegou ao local para fazer a limpeza. Os funcionários da empresa Vasconcelos e Santos Ltda informaram que estavam aguardando uma equipe de outra empresa para recolher o lixo.
"A gente só lava o local, outra empresa é quem recolhe o lixo. Na segunda-feira ficamos na feira do Siqueira de 7h às 11h esperando os funcionários para recolher o lixo. Em outras feiras está acontecendo o mesmo, chegamos primeiro e ficamos horas aguardando", afirma um funcionário da Vasconcelos e Santos Ltda, que não quis se identificar.


