Ensino Médio Integral: quais são os diferenciais da política pública que alcançou a marca de 32,4% dos alunos do Sergipe

O Ensino Médio Integral (EMI) é uma das melhores políticas públicas em educação do Brasil, e Sergipe tem avançado de forma consistente na expansão do modelo. De acordo com levantamento do Instituto Sonho Grande, com base nos dados do Censo Escolar 2024, o percentual de alunos matriculados em tempo integral no estado cresceu de 17,1% em 2019 para 32,4% em 2024, um aumento de 15,3 pontos percentuais nos últimos cinco anos. No mesmo período, o percentual de escolas da rede pública que oferecem o modelo passou de 27,7% para 46,5%, representando um crescimento de 18,8 pontos percentuais.
Outros estados do Nordeste também figuram na lista dos que mais têm avançado no EMI com Pernambuco liderando o ranking com 71% de matrículas, seguido pelo Piauí com 57,7% dos alunos matriculados no formato, Ceará com 53,2%, Paraíba com 51,4%, Sergipe com 32,4% e Alagoas com 28,8%. Para este levantamento, foram consideradas como matrículas em tempo integral aquelas que atendem ao critério do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) — estudantes com carga horária semanal de 35 horas ou mais, somando aulas regulares e atividades complementares — e que estão em escolas que oferecem ao menos uma turma com jornada igual ou superior a 35 horas semanais.
Diante das dimensões e desafios continentais do Brasil, a política ainda não beneficia a todos os estudantes brasileiros, seja por questões orçamentárias ou estruturais, mas já alcança 21,7% dos alunos em todo o país, de acordo com os dados. O número representa quase o dobro de jovens no Ensino Médio Integral em comparação a 2019. Um progresso importante, principalmente em um momento decisivo para avaliar e discutir a expansão de políticas públicas com resultados impactantes para a sociedade. O novo Plano Nacional de Educação (PNE) está em tramitação no Congresso Nacional e norteará os objetivos, metas e estratégias que estados e municípios devem cumprir ao longo dos próximos 10 anos em todas as frentes educacionais.
O atual plano, que corresponde aos anos 2014 a 2024 e foi prorrogado até 31.12.2025, prevê, na meta 6 do documento, o mínimo de 25% das matrículas públicas em tempo integral e 50% das escolas com oferta de ensino de tempo integral.

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