Estudantes e professores da Escola Municipal de Ensino Fundamental Presidente Getúlio Vargas, em Aracaju, estão na bronca com a Secretaria Municipal de Educação (Semed) por constatar recorrentes problemas estruturais que, mesmo após receber uma reforma que durou mais de oito meses, permanecem atrapalhando o desenvolvimento educacional das crianças e adolescentes. Na manhã de ontem um grupo de docentes lamentou a situação e apresentou denúncias graves contra a Prefeitura de Aracaju. Com grave interferência técnica na central elétrica, aparelhos de ar-condicionado e ventiladores estão sem funcionar e já houve registro de alunos desmaiando.
Problemas relacionados à unidade estudantil Presidente Vargas não são recentes. Em 2010, a Promotoria dos Direitos da Educação, através do promotor de Justiça Luís Fausto Valois, apurou denúncias de problemas com a estrutura física da Escola. Após a perícia da equipe técnica do MP, ficaram constatadas condições de extremo abandono e precariedade do local, tais quais: paredes sem pintura, revestimento caindo aos pedaços e a necessidade de cadeira especial para aluna portadora de paralisia cerebral, já requisitada, mas até o momento não fornecida. Dessa forma, o MP requereu liminarmente que o Município de Aracaju realizasse um processo licitatório para concluir as obras na instituição de ensino.
Com investimento de R$ 4,1 milhões, a escola reformada passou a contar com seis salas de aula, além de outras salas para convivência dos professores, laboratório de informática, biblioteca, brinquedoteca. Também foram construídas salas destinadas à parte administrativa e pedagógica. Apesar de todo este investimento, atualmente o laboratório de informática não recebe alunos por não suportar a carga elétrica demandada para a atividade educacional. "A gente não tem aula na sala desde o ano passado. Com esse problema na rede elétrica, que é única, mas incomoda muito, o jeito é ficar mesmo sem aula até que o suporte técnico decida solucionar o problema", afirmou o estudante Thiago Oliveira.
Compartilhando com as declarações do colega, o aluno Rafael dos Santos informou que a direção da escola tem cobrado da Secretaria Municipal de Educação o reparo emergencial do sistema, mas até à tarde de ontem nenhuma solução havia sido adotada. "A diretora disse que a nossa escola estaria prestes a receber até computadores novos, mas como não tem suporte suficiente para realizar as trocas de equipamentos, a prefeitura decidiu não mandar essas maquinas. Disseram que não adianta mandar computadores novos se não serão utilizados. Só quem perde com esse problema somos nós estudantes e os professores que ficam presos sem opções de aulas diferentes", destacou.


