Gabriel Damásio
O aumento do núme ro de casos da Co vid-19 no Brasil e a previsão do governo de que haja um pico de casos entre abril e agosto levaram a Prefeitura de Aracaju e o Governo de Sergipe a baixarem novas medidas de restrição à circulação e concentração de pessoas em locais públicos de todo o estado. O decreto mais forte neste sentido foi assinado ontem pelo governador Belivaldo Chagas. A partir de hoje, e pelos próximos sete dias, está proibida a realização de eventos e de reuniões de qualquer natureza e de caráter público ou privado, incluindo as excursões, cursos presenciais, missas e cultos de qualquer credo ou religião. Também foi proibida a admissão de novos hóspedes no setor hoteleiro e a abertura de academias de ginástica, shopping centers, galerias, boutiques, clubes, boates, casas de espetáculos, salão de beleza, clínicas de estética, clínicas de saúde bucal/odontológica, e outras atividades e serviços privados considerados não-essenciais. As atividades de atendimento de urgência e emergências foram mantidas e o comércio em geral deve funcionar em algumas cidades com horário reduzido.
Já a partir da meia-noite desta segunda-feira, estará proibida a circulação de veículos do transporte interestadual, público e privado, com passageiros oriundos dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Distrito Federal e demais estados em que a circulação do vírus for confirmada ou que haja situação de emergência decretada. Também não será permitida a atracação de navio ou qualquer outra embarcação com origem em estados e países com circulação confirmada do coronavírus ou situação de emergência decretada, com exceção da operação de cargas marítimas.
Foi determinada ainda a redução do expediente das repartições públicas estaduais, que terão ponto facultativo todas as segundas-feiras. "Ponto facultativo na segunda e o restante do expediente nos demais dias, de terça a sexta, será feito de 7h às 13h. E a cada Secretaria de Estado e cada dirigente de órgão é facultado o direito de limitar ao mínimo a presença de servidores. O ideal é que, como está no decreto, servidores acima de 60 anos fiquem em casa e quem possui doenças classificadas no grupo de risco", explicou o governador, em entrevista à rádio Xodó FM.


