Estado precisa de mais leitos de UTI contra a Covid-19

 

Gabriel Damásio
Uma preocupação dos mé-
dicos brasileiros, com o 
crescimento dos casos da nova doença Covid-19, é a existência de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que contam com uma estrutura especial de respiradores para auxiliar o tratamento de pacientes mais vulneráveis, como idosos, diabéticos e portadores de doenças crônicas.
Em Sergipe, há poucos leitos disponíveis de UTI, o que vem sendo alvo de queixas dos profissionais de saúde. Um levantamento recente do Conselho Federal de Medicina (CFM), publicado em uma reportagem do jornal Folha de São Paulo, Sergipe tem aproximadamente 330 leitos de UTI, perfazendo uma média de 1,48 leito para cada 10 mil habitantes. Desse total, o total disponível em hospitais que atendem ao Sistema Único de Saúde (SUS) perfaz uma média de 1,01 leito por 10 mil habitantes. Na rede particular, a média de leitos pula para 3,47. 
Com a ativação dos planos de contingência contra a propagação do coronavirus, as redes hospitalares anunciam uma maior criação de leitos e um reforço das estruturas de atendimento. Nessa sexta-feira, o governo do Estado anunciou que vai abrir 62 leitos de UTIs e outros 362 leitos extras de enfermaria, o que será possível com a reforma do Hospital da Polícia Militar (HPM) e a reabertura da antiga Maternidade Hildete Falcão Baptista. As obras do HPM devem começar nesta semana, deixando-o em seu término com mais 40 leitos de enfermeira e 12 de UTI. A previsão é de que as adaptações sejam concluídas em duas semanas.
 "O nosso planejamento é que tenhamos, nos próximos 15 dias, a garantia de novos leitos de enfermaria para que estejam à disposição da população só para tratar as pessoas com o coronavírus, quando necessário for a presença dessas pessoas nas unidades hospitalares.  A medida que as coisas forem se agravando, vamos buscando outros meios, por exemplo, nós vamos a partir de segunda-feira, fazer um trabalho emergencial para utilizar o leitos de enfermaria e UTIs. Se precisar de outras áreas, vamos utilizar também o prédio do CER IV , colocando leitos", disse o governador Belivaldo Chagas, referindo se ao Centro de Especialidades e Referências, no Centro Administrativo.
Ainda de acordo com o governo do Estado, o reforço na estrutura também virá dos leitos para cirurgias eletivas, já que estas foram suspensas e remarcadas para outras datas, conforme o decreto de emergência baixado na segunda-feira pelo governador. Serão cerca de 220 leitosde enfermaria a mais na rede, que também serão destinados a pacientes diagnosticados com o coronavírus. 
A Secretaria da Saúde diz também que os novos leitos de UTI já estão sendo adaptados e estarão distribuídos nos hospitais regionais da capital e do interior. "A gente hoje já está ampliando 50 leitos de UTIs que ficarão prontos em no máximo 10 a 15 dias, já alocamos leitos de UTIs prontos, a parte de equipamentos. Serão: 20 no Hospital de Cirurgia; 10 no Huse; 10 no Hospital Regional de Itabaiana; e 10 no Hospital Regional de Estância", explicou o secretário de Estado da Saúde, Valberto Oliveira.
Município – Para tentar diminuir a pressão de um aumento dos casos sob a rede estadual, o Estado está exigindo dos municípios que adotem os seus planos de contingência e reforcem seus atendimentos nas redes municipais de postos de saúde e prontos-socorros, para evitar que mais pacientes sejam mandados para a rede estadual. Uma iniciativa neste sentido foi o fechamento da Ala Azul do Huse, voltada para os casos de baixa complexidade, que deixará de receber pacientes a partir desta segunda-feira.
No âmbito da Prefeitura de Aracaju, a rede municipal dispõe de 203 leitos de observação e sete de isolamento.  A maior parte dos leitos de observação está nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com 90 unidades. Outros 40 estão distribuídos em oito UBS que serão transformadas em atendimento exclusivo para pacientes da Covid, caso seja ativado o Nível 2 do Plano Municipal de Contingência.
Os Centros de Especialidades Médicas (Cemars) dispõem de 30 unidades. O Pronto-Socorro Municipal Fernando Franco (zona sul) tem seis leitos de isolamento e 12 de observação. Já o Hospital Nestor Piva (zona norte) está atualmente com seis leitos de observação e um de isolamento. No entanto, a empresa responsável pela gestão do Nestor Piva informou à PMA que está instalando dois contêineres especiais para ampliar o atendimento aos casos diagnosticados de coronavirus. A mesma estratégia foi adotada pelo Hospital Primavera, que instalou três contêineres no estacionamento da unidade de saúde e já os colocou para funcionar.
O Hospital Cirurgia, que atende a pacientes regulados pelo SUS e pelo Ipes Saúde, está preparando uma área para implantação 30 leitos de UTI, sendo que 20 devem ser disponibilizados a partir da primeira semana de abril. Uma ala para retaguarda da UTI também será montada. Em um áudio divulgado neste sábado, o diretor técnico do Cirurgia, Rilton Moraes, informou que alugou novos equipamentos respiradores para equipar os leitos, mas a empresa distribuidora enfrentou dificuldades ao recolher os equipamentos, pois eles tinham sido recolhidos compulsoriamente pelo governo da Bahia, alegando estar de acordo com o decreto estadual de calamidade pública. O diretor disse que vai levar a questão para o Ministério Público. 

Gabriel Damásio

Uma preocupação dos mé- dicos brasileiros, com o  crescimento dos casos da nova doença Covid-19, é a existência de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que contam com uma estrutura especial de respiradores para auxiliar o tratamento de pacientes mais vulneráveis, como idosos, diabéticos e portadores de doenças crônicas.
Em Sergipe, há poucos leitos disponíveis de UTI, o que vem sendo alvo de queixas dos profissionais de saúde. Um levantamento recente do Conselho Federal de Medicina (CFM), publicado em uma reportagem do jornal Folha de São Paulo, Sergipe tem aproximadamente 330 leitos de UTI, perfazendo uma média de 1,48 leito para cada 10 mil habitantes. Desse total, o total disponível em hospitais que atendem ao Sistema Único de Saúde (SUS) perfaz uma média de 1,01 leito por 10 mil habitantes. Na rede particular, a média de leitos pula para 3,47. 
Com a ativação dos planos de contingência contra a propagação do coronavirus, as redes hospitalares anunciam uma maior criação de leitos e um reforço das estruturas de atendimento. Nessa sexta-feira, o governo do Estado anunciou que vai abrir 62 leitos de UTIs e outros 362 leitos extras de enfermaria, o que será possível com a reforma do Hospital da Polícia Militar (HPM) e a reabertura da antiga Maternidade Hildete Falcão Baptista. As obras do HPM devem começar nesta semana, deixando-o em seu término com mais 40 leitos de enfermeira e 12 de UTI. A previsão é de que as adaptações sejam concluídas em duas semanas.
 "O nosso planejamento é que tenhamos, nos próximos 15 dias, a garantia de novos leitos de enfermaria para que estejam à disposição da população só para tratar as pessoas com o coronavírus, quando necessário for a presença dessas pessoas nas unidades hospitalares.  A medida que as coisas forem se agravando, vamos buscando outros meios, por exemplo, nós vamos a partir de segunda-feira, fazer um trabalho emergencial para utilizar o leitos de enfermaria e UTIs. Se precisar de outras áreas, vamos utilizar também o prédio do CER IV , colocando leitos", disse o governador Belivaldo Chagas, referindo se ao Centro de Especialidades e Referências, no Centro Administrativo.
Ainda de acordo com o governo do Estado, o reforço na estrutura também virá dos leitos para cirurgias eletivas, já que estas foram suspensas e remarcadas para outras datas, conforme o decreto de emergência baixado na segunda-feira pelo governador. Serão cerca de 220 leitosde enfermaria a mais na rede, que também serão destinados a pacientes diagnosticados com o coronavírus. 
A Secretaria da Saúde diz também que os novos leitos de UTI já estão sendo adaptados e estarão distribuídos nos hospitais regionais da capital e do interior. "A gente hoje já está ampliando 50 leitos de UTIs que ficarão prontos em no máximo 10 a 15 dias, já alocamos leitos de UTIs prontos, a parte de equipamentos. Serão: 20 no Hospital de Cirurgia; 10 no Huse; 10 no Hospital Regional de Itabaiana; e 10 no Hospital Regional de Estância", explicou o secretário de Estado da Saúde, Valberto Oliveira.

Município –
Para tentar diminuir a pressão de um aumento dos casos sob a rede estadual, o Estado está exigindo dos municípios que adotem os seus planos de contingência e reforcem seus atendimentos nas redes municipais de postos de saúde e prontos-socorros, para evitar que mais pacientes sejam mandados para a rede estadual. Uma iniciativa neste sentido foi o fechamento da Ala Azul do Huse, voltada para os casos de baixa complexidade, que deixará de receber pacientes a partir desta segunda-feira.
No âmbito da Prefeitura de Aracaju, a rede municipal dispõe de 203 leitos de observação e sete de isolamento.  A maior parte dos leitos de observação está nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com 90 unidades. Outros 40 estão distribuídos em oito UBS que serão transformadas em atendimento exclusivo para pacientes da Covid, caso seja ativado o Nível 2 do Plano Municipal de Contingência.
Os Centros de Especialidades Médicas (Cemars) dispõem de 30 unidades. O Pronto-Socorro Municipal Fernando Franco (zona sul) tem seis leitos de isolamento e 12 de observação. Já o Hospital Nestor Piva (zona norte) está atualmente com seis leitos de observação e um de isolamento. No entanto, a empresa responsável pela gestão do Nestor Piva informou à PMA que está instalando dois contêineres especiais para ampliar o atendimento aos casos diagnosticados de coronavirus. A mesma estratégia foi adotada pelo Hospital Primavera, que instalou três contêineres no estacionamento da unidade de saúde e já os colocou para funcionar.
O Hospital Cirurgia, que atende a pacientes regulados pelo SUS e pelo Ipes Saúde, está preparando uma área para implantação 30 leitos de UTI, sendo que 20 devem ser disponibilizados a partir da primeira semana de abril. Uma ala para retaguarda da UTI também será montada. Em um áudio divulgado neste sábado, o diretor técnico do Cirurgia, Rilton Moraes, informou que alugou novos equipamentos respiradores para equipar os leitos, mas a empresa distribuidora enfrentou dificuldades ao recolher os equipamentos, pois eles tinham sido recolhidos compulsoriamente pelo governo da Bahia, alegando estar de acordo com o decreto estadual de calamidade pública. O diretor disse que vai levar a questão para o Ministério Público. 

 

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