Estudantes de escola pública cobram melhorias

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

Os estudantes do ensino médio do Colégio Estadual Djenal Tavares de Queiroz, localizado na rua Zaqueu Brandão, no bairro São José, interditaram na manhã de ontem a via de acesso à unidade educacional em protesto por melhor estrutura de ensino.
Com carro de som e faixas, cerca de 450 estudantes interromperam as aulas da escola para cobrarem qualidade da merenda, estrutura física da unidade de ensino e a volta da diretora.

Os estudantes também reivindicam maior participação nas discussões e decisões relacionadas à escola. "A atual gestão não possibilita que os alunos façam parte das medidas adotadas pela escola. Um exemplo disso é que o grêmio só foi criado no final do ano passado", comenta Jan Vitor, presidente da União Sergipana dos Estudantes Secundaristas (USES).
Os alunos reivindicam a volta da diretora anterior da escola. Há dois meses os estudantes chegaram a procurar o então secretário de Estado da Educação, Belivaldo Chagas, para tratar sobre o assunto, sem sucesso. "Estamos tentando agendar uma reunião com a atual gestão da Secretaria Estadual de Educação (Seed)", informa Jan Vitor.

O líder estudantil disse que a oferta da merenda é outra preocupação. Os estudantes reclamaram que mesmo recebendo investimentos federais do Pró-reitoria de Gestão Financeira (Profin), Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e Ensino Médio Inovador (ProEMI), o colégio não vem oferecendo a alimentação adequada como preconiza o Ministério da Educação.  
Segundo Jean Vitor, o único lanche da escola quase sempre é broa ou biscoito, não sendo oferecido alimento nutritivo.
Sobre os problemas de infraestrutura, os estudantes chamam a atenção para a precariedade das instalações da escola. Eles relatam que não há segurança contra acidentes, que existem fios de eletricidade soltos no espaço com tomadas quebradas e que muitos móveis não têm condições de uso.
Eles também cobram iluminação na quadra para que a segurança seja garantida para a comunidade escolar e reforçaram a necessidade do cumprimento de itens básicos para a escola funcionar, a exemplo de material de limpeza, que segundo os alunos vem faltando com grande frequência na escola.
Após os protestos, a direção da escola recebeu os estudantes. A Seed rebateu as acusações dos estudantes informando que a unidade de ensino tem instalações novas, recentemente reformadas pelo órgão. Mesmo assim, a secretaria não descartou a possibilidade de enviar um representante do órgão para realizar uma vistoria e avaliar a necessidade de recuperação das áreas e itens apontados pelos estudantes.
Sobre a alimentação escolar oferecida na escola, a Seed enviou ontem um profissional para averiguar a situação. Ainda em relação ao assunto da merenda, a secretaria informou que está reprogramando a distribuição em algumas unidades de ensino que acabaram tendo esta área afetada pela recente greve dos professores.
Em relação à reivindicação dos estudantes sobre a retomada da antiga diretora, a secretaria declarou que houve no final do ano passado eleição direta na qual a comunidade escolar escolheu novos gestores escolares e que estes assumiram o cargo com a participação através do processo de voto dos alunos.
Se as reivindicações não forem atendidas, os estudantes também planejam realizar uma manifestação unificada na Seed com alunos de outras escolas.

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