Dezenas de estudantes do Colégio Estadual João Bosco de Lima Andrade, localizado no bairro Bugio, foram às ruas na manhã de ontem, juntamente com pais e professores munidos de cartazes reivindicarem melhorias para a escola e que seja feita a reforma, visto que o João Bosco está em situação de calamidade.
Ratos transitando nas salas e corredores, escassez de merenda escolar, paredes rachadas, janelas quebradas, carteiras danificadas e jogadas nos corredores, essa é a realidade do dia-a-dia da comunidade escolar.
Diante do abandono e da ausência de assistência, os alunos relatam a dificuldade e a tristeza do cotidiano escolar, que nem área de lazer adequada tem para que eles possam se exercitar e descontrair. A área externa foi tomada por lixo e um matagal que expõe os funcionários e estudantes ao risco de contrair doenças como a leptospirose, e até mesmo os deixam à mercê dos bandidos.
"Eu sou mãe de três estudantes dessa escola, e acho um absurdo essa situação, por isso estou aqui, o governo tem que olhar esse problema, as crianças não podem ficar aqui, a escola tem rachaduras que vão do chão até o teto. E se a escola cair?", desabafou a mãe de André da 1ª série.
O problema de estrutura que atinge cerca de 400 alunos que estudam nos períodos da manhã e tarde e abrangem as séries do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, tem provocado insegurança e preocupação entre os professores. "Eu queria que reformassem a minha escola, que tivesse uma merenda boa, e que tivesse uma quadra pra gente brincar", desejou o estudante Djalma.
O Sintese esteve presente durante o ato, e o professor Roberto Silva, diretor de comunicação do sindicato, informou que o prédio já havia sido interditado, pois representa perigo aos funcionários e aos alunos, no entanto a Seed liberou novamente. Agora o sindicato pretende solicitar à Secretaria de Educação ainda hoje a reforma emergencial.


