Eu não sou um robot

 

O contexto adverso não 
intimidou Rosângela 
Rocha. Apesar de todos os pesares, com todos os cuidados sanitários e o distanciamento necessário, hoje começa mais uma edição do Curta-SE. 
Em conversa com o Jornal do Dia, Rosângela reflete sobre o momento e os desafios impostos pela pandemia. Reconhece as dificuldades do tempo presente e deixa transparecer alguma ansiedade em relação ao futuro. Mas não desiste.
Jornal do Dia – Qual o sentido de realizar um festival como o Curta-SE em plena pandemia?
Rosângela Rocha – O Curta-SE desse ano vai ser realizado no Drive-in. A principio, pensamos em realizar uma edição online, como diversos festivais fizeram. Mas o custo se mostrou inviável. O edital do Sebrae, dedicado aos segmentos da economia criativa, em conformidade com esse momento singular pelo que passamos e o formato Drive-in permitiu a realização do evento.
A pandemia destroçou a vida de muita gente. Fazer o Curta-SE é uma possibilidade de a gente afirmar que estamos vivos e somos seres sensíveis, criativos.
JD – Como as limitações impostas pelo Covid-19 afetará a realização do Festival, em termos práticos?
Rosângela Rocha – Chegamos a ponto de cogitar a não realização do Curta-SE. Com o formato que escomhemos, no entanto, será possível fazer o Festival sem abrir mão da segurança sanitária. Disso, a gente jamais abriria mão.
JD – O Cine Vitória está a salvo? Sem bilheteria durante meses seguidos, como a sala terá condições de abrir as portas, no futuro? Há alguma previsão nesse sentido?
Rosângela Rocha – Vamos fazer um teste a semana que vem, quando o Cine Vitória abriga o Festival Varilux de Cinema Francês. Vamos observar tanto a receptividade do público, quanto a possibilidade de manter a sala Em funcionamento.
JD – Em sua opinião, o poder público local deu o amparo necessário aos realizadores sergipanos, durante esse momento tão difícil?
Rosângela Rocha – Manter o Cine Vitória nunca foi fácil, sempre foi uma batalha. Há exemplos de outras salas que passam pelos mesmos problemas, a exemplo do Cine Belas Artes. Não há política pública de apoio a esses espaços, nem uma cultura cinematográfica capaz de atrair grandes plateias. 
JD – Há futuro para o Curta-SE? O Festival vai sobreviver à crise?
Rosângela Rocha – A gente vive um dia após o outro. Sinceramente, não sei como será o amanhã, nem se o Curta-SE tem futuro. É certo que não estamoa de braços cruzados, permanecemos atentos às nossas necessidades mais humanas. Como diz o lema da presente edição: Eu não sou um robot. 

O contexto adverso não  intimidou Rosângela  Rocha. Apesar de todos os pesares, com todos os cuidados sanitários e o distanciamento necessário, hoje começa mais uma edição do Curta-SE. 
Em conversa com o Jornal do Dia, Rosângela reflete sobre o momento e os desafios impostos pela pandemia. Reconhece as dificuldades do tempo presente e deixa transparecer alguma ansiedade em relação ao futuro. Mas não desiste.

Jornal do Dia – Qual o sentido de realizar um festival como o Curta-SE em plena pandemia?

Rosângela Rocha – O Curta-SE desse ano vai ser realizado no Drive-in. A principio, pensamos em realizar uma edição online, como diversos festivais fizeram. Mas o custo se mostrou inviável. O edital do Sebrae, dedicado aos segmentos da economia criativa, em conformidade com esse momento singular pelo que passamos e o formato Drive-in permitiu a realização do evento.
A pandemia destroçou a vida de muita gente. Fazer o Curta-SE é uma possibilidade de a gente afirmar que estamos vivos e somos seres sensíveis, criativos.

JD – Como as limitações impostas pelo Covid-19 afetará a realização do Festival, em termos práticos?

Rosângela Rocha – Chegamos a ponto de cogitar a não realização do Curta-SE. Com o formato que escomhemos, no entanto, será possível fazer o Festival sem abrir mão da segurança sanitária. Disso, a gente jamais abriria mão.

JD – O Cine Vitória está a salvo? Sem bilheteria durante meses seguidos, como a sala terá condições de abrir as portas, no futuro? Há alguma previsão nesse sentido?

Rosângela Rocha – Vamos fazer um teste a semana que vem, quando o Cine Vitória abriga o Festival Varilux de Cinema Francês. Vamos observar tanto a receptividade do público, quanto a possibilidade de manter a sala Em funcionamento.

JD –
Em sua opinião, o poder público local deu o amparo necessário aos realizadores sergipanos, durante esse momento tão difícil?

Rosângela Rocha – Manter o Cine Vitória nunca foi fácil, sempre foi uma batalha. Há exemplos de outras salas que passam pelos mesmos problemas, a exemplo do Cine Belas Artes. Não há política pública de apoio a esses espaços, nem uma cultura cinematográfica capaz de atrair grandes plateias. 

JD – Há futuro para o Curta-SE? O Festival vai sobreviver à crise?

Rosângela Rocha – A gente vive um dia após o outro. Sinceramente, não sei como será o amanhã, nem se o Curta-SE tem futuro. É certo que não estamoa de braços cruzados, permanecemos atentos às nossas necessidades mais humanas. Como diz o lema da presente edição: Eu não sou um robot. 

 

Compartilhe esta notícia