Fábio Mitidieri passeia na Itália com a mulher e grande comitiva

Enquanto o governador passeia pela Europa com a mulher e assessores, o estado de Sergipe corre o risco de perder o maior projeto econômico de sua história

O governador Fábio Mitidieri (PSD) conclui na terça-feira (16) a sua segunda viagem internacional do ano – as oficiais, fora as de interesse particular. Agora passeia com a mulher Érica e grande comitiva em Milão, na Itália, onde participa da Gastech, considerada a maior exposição e conferência do mundo sobre gás natural, GNL, hidrogênio e tecnologias climáticas.
Além da mulher, integram a comitiva de Mitidieri os secretários estaduais Cleon Nascimento, da Comunicação; Valmor Barbosa, de Desenvolvimento Econômico e seu adjunto Marcelo Santos; Ronaldo Botelho, presidente da Codise; Alan Lemos, presidente da Sergas; e Luís Hamilton, presidente da Agrese.
Segundo informações do governo estadual, a Gastech reúne líderes do setor energético, formuladores de políticas e especialistas em inovação. Em sua 53ª edição, a Gastech discute o papel do gás natural no fornecimento de energia acessível, confiável e de baixo carbono para atender à crescente demanda global.
Em maio, também acompanhado da mulher e secretários, Fábio Mitidieri foi aos Estados Unidos onde participou em Houston da Offshore Technology Conference (OTC) 2025, tida como a maior feira para o mercado internacional de Óleo e Gás. O principal compromisso do governador nos EUA, no entanto, foi uma reunião com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, outros diretores da companhia, além de integrantes do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O que poderia ter ocorrido na sede da Petrobras.
Segundo o governador, com a Petrobras, foram discutidos o andamento da licitação das plataformas FPSO no projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), o processo de descomissionamento de plataformas de águas rasas, o estudo sobre retomada de produção do Polo Sergipe Águas Rasas através de operador privado, a operação do Terminal Marítimo Inácio Barbosa, e a parceria para desenvolver programas de qualificação de mão de obra no setor de Óleo e Gás.
De acordo com informações divulgadas pela Secom, na Gastech a comitiva sergipana, liderada pelo governador Fábio Mitidieri, participou “de uma intensa agenda de reuniões com representantes de empresas globais estratégicas para o desenvolvimento sustentável e fortalecimento do setor em Sergipe, como a British Petroleum, a Gás Natural Açu e a Equinor. O evento, que acontece em Milão, na Itália, reúne os principais líderes da indústria energética, formuladores de políticas públicas e especialistas em inovação com o objetivo de impulsionar o progresso e transformar o futuro da energia mundialmente”.
Enquanto isso, segundo o jornal Valor Econômico, a Petrobras está se preparando para revelar seu plano de negócios para 2026 a 2030 em novembro, com meta de US$ 8 bilhões em reduções de custos ao longo de cinco anos para compensar a queda nos preços do petróleo. Conforme o jornal, especializado em negócios, os cortes devem se concentrar na revisão dos projetos de construção de plataformas, incluindo o Projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP I e II) e os campos de Barracuda e Caratinga, ambos na bacia de Campos (RJ).
Inicialmente previsto para começar a produzir em 2026, o projeto foi adiado para 2028, passando posteriormente para 2030. Essas prorrogações foram provocadas pela dificuldade da Petrobras em contatar dois navios-plataformas para atender ao SEAP. A companhia aguarda o resultado da licitação das duas plataformas para o SEAP, que está em curso, com previsão de conclusão ainda este ano. As primeiras tentativas de contratar as unidades fracassaram, pelo alto custo das propostas.
Avaliado em 5 bilhões de dólares, o Projeto Sergipe Águas Profundas prevê uma produção de 240 mil barris/dia de petróleo, por meio de duas plataformas flutuantes (FPSOs); e a exportação de até 18 milhões de m³/d de gás natural a partir da construção de um gasoduto de escoamento até a costa. O gasoduto de 18 milhões de m³/dia de capacidade, previsto para Sergipe, também foi adiado de 2029 para pós-2030, a depender da entrada em operação dos navios-plataformas, ainda não contratados.
Enquanto o governador passeia pela Europa com a mulher e assessores, o estado de Sergipe corre o risco de perder o maior projeto econômico de sua história.
Pintura sobre cerâmicas da artista Anísia Prado

Condenação dos golpistas

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) finalizou na noite de quinta-feira (11) o julgamento da ação da trama golpista.
Por 4 votos a 1, os ministros condenaram o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.
A maioria dos réus foi condenada a mais de 20 anos de prisão em regime fechado.
Apesar da definição do tempo de condenação, Bolsonaro e os demais réus não vão ser presos imediatamente. Eles ainda podem recorrer da decisão e tentar reverter as condenações. Somente se os eventuais recursos forem rejeitados, as prisões poderão ser efetivadas.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (11) também condenou os acusados ao pagamento solidário de R$ 30 milhões pelos danos causados pela depredação das sedes dos Três Poderes durante os atos golpistas de 8 de janeiro.
Com a decisão, Bolsonaro e os demais condenados deverão ajudar a pagar os prejuízos provocados com o vandalismo ocorrido no edifício-sede do Supremo, Congresso e o Palácio do Planalto.
O pagamento deverá ser efetivado após o fim de todos os recursos contra a condenação.
A indenização é uma das consequências da condenação dos acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Ônibus elétricos

O vereador Fábio Meireles (PDT) informou que a Prefeitura de Aracaju continua sem aprovação do Tesouro Nacional para aquisição de 30 ônibus elétricos, mesmo a Casa tendo aprovado pedido de empréstimo de R$ 161 milhões.
Na tribuna da Câmara, o vereador exibiu parecer do Ministério Público, proferido em audiência pública a respeito dessa questão: “Apesar de solicitado por duas vezes cópia integral do suposto processo de dispensa de licitação e contrato, a Prefeitura de Aracaju encaminhou a este órgão apenas parecer da PGM, o termo de referência e o contrato, deixando de juntar aos autos os seguintes documentos: estudo técnico preliminar, justificativa, documento de formalização, demanda e proposta de pesquisa de preço”, relatou, ao complementar com a informação de que o Ministério Público considerou que o referido processo administrativo, mesmo sob a alegação de situação emergencial, está “eivado de vícios insanáveis”.

Candidatura de Emília

O presidente nacional do PL, Waldemar da Costa Neto, defende que a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, seja candidata ao governo do estado nas próximas eleições. Entende que ela seria “imbatível”.A nível local, o grupo vem trabalhando o nome do prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, para enfrentar o governador Fábio Mitidieri (PSD), que disputará a reeleição.
A princípio, Emília não levou muito a sério a proposta, mas deve ter ficado ainda mais vaidosa com a sugestão. Caso topasse, teria que desincompatibilizar da Prefeitura de Aracaju em abril do próximo ano, com apenas um ano e quatro meses de mandato.
É o tipo de decisão que só poderia ser tomada se as pesquisas mostrassem um amplo favorecimento, o que não deve acontecer.
E ainda existe o imbróglio interno do próprio PL, que agora passou a ser comandado no estado pelo deputado federal Rodrigo Valadares, que conseguiu afastar Edivan Amorim.
A deputada estadual Linda Brasil expôs problemas constatados durante fiscalização nas novas instalações do Restaurante Popular Padre Pedro. A visita foi realizada na manhã da quarta-feira (10), após denúncias de condições precárias de atendimento e risco à segurança da população.
O equipamento público destinado à distribuição de refeições, em especial para a população em situação de vulnerabilidade, tem funcionado no Espaço Zé Peixe, no Centro da capital, desde o dia 27 de agosto. De acordo com a parlamentar, o novo espaço não oferece a estrutura necessária à promoção da dignidade alimentar.
“Distribuição de quentinha não é política alimentar. O governo tentou pintar um quadro de que estava tudo perfeito, mas a realidade que encontrei mostra exatamente o contrário. Há longas filas, além do trânsito intenso no local, que gera risco de acidentes. Vimos pessoas se alimentando na rua, em locais inapropriados. Não há local adequado de acolhimento para as pessoas se alimentarem com dignidade”, enfatizou.
Além dos aspectos estruturais, Linda Brasil mostrou evidências de que o quantitativo de alimentação distribuída não atende à demanda. “Uma das coisas que mais me deixou surpresa foi que a entrega das quentinhas teve início às 10h30 e, às 11h15, já não havia mais refeições. Mais de cem pessoas que aguardavam desde as 9h ou 10h não conseguiram receber, pois há limite de 1.500 quentinhas nesse horário. Então, por que não se faz um estudo para oferecer o quantitativo adequado?”, questionou.
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