Falta de sangue impede a realização de cirurgias no HC

 

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br
Depois de suspen
der cerca de dez 
procedimentos cirúrgicos por falta de sangue, o Hospital de Cirurgia informou na tarde de ontem que todos os serviços já foram regularizados e que as assistências inviabilizadas no início da manhã serão devidamente remarcadas. As novas datas irão depender da disponibilidade dos pacientes prejudicados com o baixo estoque de sangue. De acordo com o Centro de Hemoterapia do Estado de Sergipe (Hemose), o problema ocorreu diante de um atraso – avaliado como esporádico, por parte do órgão. Este ano não houve registro do mesmo impasse no HC.
O comunicado oficial da interrupção foi feito por volta das 9h pela direção hospitalar por meio das redes sociais. A administração da autarquia não informou quantas cirurgias deixaram de ser realizadas no início da manhã de ontem, mas garantiu que todos os esforços estavam sendo feitos a fim de minimizar os efeitos negativos da suspensão. Hoje, cerca de 90% dos atendimentos realizados no Hospital de Cirurgia são destinados a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Todas as cirurgias canceladas ontem referiam-se a este grupo de pacientes.
Conforme esclarecido pela direção do Hemose, no início da manhã foi constatado um atraso no exame de sorologia para a liberação das bolsas, e, por este motivo, houve um atraso além do previsto no translado das bolsas de sangue. Após o HC comunicar o impasse operacional, o Hemose garantiu que antes das 11h já havia encaminhado todo o material solicitado previamente. Para os familiares a expectativa agora fica por conta da demarcação das cirurgias já que, muitos pacientes aguardam por este momento há vários meses.
"Infelizmente quando a gente acha que está tudo dentro dos conformes, sem greve dos servidores e sem as máquinas quebrarem, surge esse tipo de problema que nunca aconteceu aqui. Ao menos eu não lembro de nenhum episódio anterior. Estou com minha sogra desde maio esperando a oportunidade para passar pela cirurgia, chega agora e cancelam. Espero que a gente não tenha que passado outros longos meses para conseguir a vaga na sala de cirurgia", declarou o funcionário público Valdir Goes.
Sobre o quantitativo das bolsas de sangue destinadas aos hospitais, o Centro de Hemoterapia informou que a demanda depende do fluxo de serviços realizados em cada unidade. Os hospitais informam com antecedência quantas cirurgias serão realizadas e, a partir daí, os técnicos do Hemose calculam quantas bolsas serão necessárias para atender aos pacientes. Geralmente esse material é encaminhado antes das 7h.

Milton Alves Júnior

miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br


Depois de suspender cerca de dez procedimentos cirúrgicos por falta de sangue, o Hospital de Cirurgia informou na tarde de ontem que todos os serviços já foram regularizados e que as assistências inviabilizadas no início da manhã serão devidamente remarcadas. As novas datas irão depender da disponibilidade dos pacientes prejudicados com o baixo estoque de sangue. De acordo com o Centro de Hemoterapia do Estado de Sergipe (Hemose), o problema ocorreu diante de um atraso – avaliado como esporádico, por parte do órgão. Este ano não houve registro do mesmo impasse no HC.

O comunicado oficial da interrupção foi feito por volta das 9h pela direção hospitalar por meio das redes sociais. A administração da autarquia não informou quantas cirurgias deixaram de ser realizadas no início da manhã de ontem, mas garantiu que todos os esforços estavam sendo feitos a fim de minimizar os efeitos negativos da suspensão. Hoje, cerca de 90% dos atendimentos realizados no Hospital de Cirurgia são destinados a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Todas as cirurgias canceladas ontem referiam-se a este grupo de pacientes.

Conforme esclarecido pela direção do Hemose, no início da manhã foi constatado um atraso no exame de sorologia para a liberação das bolsas, e, por este motivo, houve um atraso além do previsto no translado das bolsas de sangue. Após o HC comunicar o impasse operacional, o Hemose garantiu que antes das 11h já havia encaminhado todo o material solicitado previamente. Para os familiares a expectativa agora fica por conta da demarcação das cirurgias já que, muitos pacientes aguardam por este momento há vários meses.

"Infelizmente quando a gente acha que está tudo dentro dos conformes, sem greve dos servidores e sem as máquinas quebrarem, surge esse tipo de problema que nunca aconteceu aqui. Ao menos eu não lembro de nenhum episódio anterior. Estou com minha sogra desde maio esperando a oportunidade para passar pela cirurgia, chega agora e cancelam. Espero que a gente não tenha que passado outros longos meses para conseguir a vaga na sala de cirurgia", declarou o funcionário público Valdir Goes.

Sobre o quantitativo das bolsas de sangue destinadas aos hospitais, o Centro de Hemoterapia informou que a demanda depende do fluxo de serviços realizados em cada unidade. Os hospitais informam com antecedência quantas cirurgias serão realizadas e, a partir daí, os técnicos do Hemose calculam quantas bolsas serão necessárias para atender aos pacientes. Geralmente esse material é encaminhado antes das 7h.

 

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