Familiares de Genivaldo se reúnem com procuradores do MPF

Milton Alves Júnior

Familiares de Genivaldo de Jesus dos Santos foram recebidos na manhã de ontem por procuradores do Ministério Público Federal em Sergipe (MPF-SE). A proposta do órgão federal de fiscalização é obter mais informações as quais possam ser incluídas no inquérito que investiga a abordagem realizada por três agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no dia 25 de maio deste ano no município sergipano de Umbaúba.
Réus, os policiais federais Kleber Nascimento Freitas, Paulo Rodolpho Lima Nascimento e William de Barros Noia são acusados de terem adotado conduta irregular. Presente nos autos consta que durante a ação uma bomba de efeito moral foi utilizada no interior da viatura, resultando, assim, no óbito de Genivaldo, de 38 anos.
Paralelo ao laudo desenvolvido por profissionais do Instituto Médico Legal (IML) – o qual indica que Genivaldo de Jesus morreu vítima de asfixia mecânica -, o próprio MPF entende que é fundamental aguardar a apresentação de laudos periciais requisitados ao Instituto Médico Legal e à Diretoria Técnico-científica da própria Polícia Federal.
De acordo com o órgão, ter acesso a esses documentos trata-se de uma medida “indispensável para a finalização da investigação”. A expectativa por parte da Superintendência Nacional da Polícia Federal é que o relatório final contendo as apurações seja apresentado até a próxima segunda-feira, dia 25. Em 21 de junho do mês passado os peritos haviam renovação do prazo a fim de intensificar os estudos.
De acordo com o advogado da família de Genivaldo, Lucas Alves, o conteúdo deste documento tem sido aguardado desde o momento em que especialistas nacionais foram incluídos na ação. Paralelo à cobrança popular, entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público Federal (MPF), Senado Federal, Câmara Federal, entidades sociais, e corporações internacionais, a exemplo da Organização das Nações Unidas (ONU), também já apresentaram documentação pública exigindo investigação breve e punitiva. Sobre essa ansiedade pela elucidação do caso, o sobrinho da vítima, Wallison Santos, segue defendendo que os três policiais sejam presos. Desde o início do mês de junho, os envolvidos seguem afastados de todas as atividades correspondentes à PRF.
Membros do Ministério Público Federal não se manifestaram sobre a reunião realizada na manhã de ontem. Mantendo o sigilo sobre os encaminhamentos das análises, depoimentos e rotas de investigação, a Superintendência da Polícia Federal, em Sergipe, também não apresentou quaisquer informações sobre os trâmites da ação. A PF também não oficializou se apresenta o relatório até que a data limite seja expirada.

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