Uma reunião na casa do presidente Roberto Dinamite decidiu que Ricardo Gomes é indispensável ao Vasco. O diretor técnico pediu dispensa do clube, mas Renê Simões quer convencê-lo de desistir da ideia.
Ricardo Gomes pediu para sair após a demissão de Gaúcho, feita no vestiário, após a derrota por 2 a 0 para o Nova Iguaçu, na última quarta-feira, pela segunda rodada da Taça Rio. Amigo do ex-técnico cruz-maltinho, Ricardo não concordava com a demissão.
Em meio à crise, o Vasco ainda precisa contratar um técnico para que recupere o time no Campeonato Carioca, já que ocupa a lanterna do Grupo A da Taça Rio, sem nenhum ponto somado.
Ricardo Gomes – Sem dinheiro para investir em reforços, sem dinheiro para pagar salários, o Vasco enfrenta severa dificuldade para encontrar o substituto de Gaúcho, técnico demitido na última madrugada, após mais uma derrota no Campeonato Carioca. No fim da tarde desta quinta-feira, o diretor técnico Ricardo Gomes também comunicou ao presidente Roberto Dinamite que estava deixando o clube.
Fala-se em Paulo Autuori, Ney Franco e Jorginho, do Bahia. O problema é convencer tais treinadores a se adequarem à realidade vascaína. Gaúcho, auxiliar de carreira no clube, estava sem receber a meses, desde o ano passado, e seu ganhos eram muito inferiores aos valores de mercado dos três cogitados.
O elenco também sofre com os atrasos e o clima no vestiário cruzmaltino é péssimo. Nesse cenário, o diretor de futebol René Simões tenta ser criativo e usar seus contatos para atrair um técnico com experiência disposto a lidar com os problemas administrativos e financeiros.
"Precisamos de um treinador corajoso, que goste de desafios, porque hoje é preciso muita coragem para reverter esse quadro no clube e na competição (Taça Rio)", comentou Simões, admitindo que a culpa de Gaúcho no momento adverso é pequena. "Mas vi um vestiário totalmente apático, antes e depois do jogo", disse o diretor vascaíno, em referência à derrota por 2 a 0 para o Nova Iguaçu, na quarta-feira.
Com passagem pelo Vasco, Cristóvão Borges e Dorival Júnior estiveram no radar para um retorno ao clube. O primeiro foi demitido em setembro, justamente por maus resultados que se seguiram ao desmonte da equipe. O segundo deixou o Flamengo recentemente, por não aceitar reduzir seus salários para a faixa dos R$ 300 mil mensais.
"Não fui procurado pelo Vasco. Emendei quatro trabalhos seguidos e preciso de uma parada. Não fui procurado", disse Dorival. "Ninguém do clube me ligou, mas não é o momento. Estou com outras ideias desde que saí", comentou.
A vaga de Ricardo Gomes, porém, deve ser extinta. Ela havia sido criada apenas para que o treinador, vítima de um AVC em 2011, retornasse gradativamente ao clube.


