FHS poderá ser acionada judicialmente

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

A constante falta de alimentação no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes pode acabar em uma nova ação judicial contra Fundação Hospitalar de Saúde (FHS).

Na quinta-feira, 300 terceirizados da empresa Dall, que fornece alimentação nas unidades, paralisaram as atividades alegando falta de pagamento de salário de dezembro. A situação dos trabalhadores foi regularizada ontem e o serviço voltou a funcionar.

Segundo os terceirizados, o hospital não está servindo sopa aos pacientes por falta de legumes e verduras, e que a empresa não tem fornecido os alimentos em represália a falta de pagamento do contrato por parte do governo.

Os trabalhadores disseram que estão sofrendo as consequências da situação e que há servidores de férias sem receber a remuneração referente a 1/3 do salário, o vale transporte e com o 13º atrasado. O salário de dezembro já foi pago.

Ontem, a promotora de justiça Euza Missano visitou a cozinha do hospital e constatou denúncias de servidores terceirizados de que está faltando gêneros alimentícios para produzir a comida fornecida a pacientes, acompanhantes e servidores daquela unidade de saúde.

Na próxima segunda-feira, 13, haverá audiência para debater a questão no Ministério Público Estadual, com participação de representantes da FHS, da direção do hospital e da empresa terceirizada.
A situação do hospital chamou a atenção da promotora de justiça. Além de irregularidades no fornecimento da alimentação, a promotora detectou precárias condições de trabalho na cozinha, um ambiente considerado sem ventilação. "Requisitamos inspeção da vigilância e fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho", informa a promotora.

Euza Missano instaurou procedimento administrativo para apurar as denúncias e não descarta a possibilidade de ajuizar mais uma ação cível pública contra a FHS, que administra a unidade de saúde, dependendo do que for acordado entre as partes na audiência de segunda-feira.

Dívida – A FHS esclareceu ontem que o serviço já foi normalizado. Em nota, a fundação afirma que "a diretoria estranha os motivos da paralisação dos funcionários e do fornecimento da alimentação". A Fundação informa ainda que o passivo que existia junto à empresa terceirizada para a prestação do serviço foi negociado e a situação foi resolvida no ano passado.
Na nota, o diretor administrativo e financeiro, Mário Ferreira, destaca que a FHS vem cumprindo com o acordo, inclusive revela que "o valor residual referente ao mês de dezembro já foi pago". Na nota, o diretor declara solidariedade aos servidores e não descarta a possibilidade de acionar a empresa juridicamente.

Compartilhe esta notícia