Em termos de criação de oportunidades, a necessária geração de emprego e renda, Sergipe segue na contramão da tendência nacional
Algo vai mal em Sergipe. A penúria local é notável. O balanço mais recente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados deixa mais uma vez evidente.
O Brasil fechou o mês de junho com saldo positivo de 201.705 empregos com carteira assinada. Na contramão da feliz tendência nacional, Sergipe registrou um saldo positivo de apenas 1.821 postos de trabalho – o pior desempenho auferido entre os estados nordestinos.
A Bahia mais uma vez liderou o ranking de geração de empregos no nordeste, com 8.899 postos de trabalho criados no último mês. O penúltimo lugar na região, ainda gerou um número de empregos muito maior do que Sergipe: em Alagoas, foram criados 2.686 novos postos de trabalho.
A realidade aqui estampada em números não é novidade para ninguém. No início do ano, o JD alertou: Mais da metade dos sergipanos ocupados de algum modo, apesar de todos os pesares, encontram-se em situação de trabalho precário, na informalidade. Tal dado, dos mais relevantes, contraria as alegações de recuperação da atividade econômica sempre presentes no discurso do governador Fabio Mitidieri.
Infelizmente, as festas bancadas pelo governo de Sergipe não têm respondido às maiores necessidades da população. Os sergipanos também querem, sim, diversão e arte. Mas o estado ainda lidera o ranking da fome.
Verdade seja dita: Em termos de criação de oportunidades, a necessária geração de emprego e renda, Sergipe segue na contramão da tendência nacional, de uma queda sensível no desemprego. Por aqui, não há investimento notável, não há plano traçado, orientado pela necessidade de empregar a enorme massa de trabalhadores abandonados na rua da amargura. Neste particular, a gestão Mitidieri é um fiasco.

