Na perspectiva de desarticular um grupo criminoso especializado na prática de agiotagem, extorsão e ameaças, profissionais da Polícia Federal integrados Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe (FICCO/SE), deflagraram no início da manhã de ontem o quarto desdobramento da Operação Força Integrada. Pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública foi confirmado que três mandados de busca e apreensão foram procedidos sem intercorrências, sendo dois na capital sergipana, Aracaju, e, um, em Maceió/AL. As medidas cautelares foram expedidas pelo Núcleo de Garantias do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ/SE).
A operação contou com o apoio da FICCO/A, da Polícia Militar de Alagoas, mediante a Diretoria de Inteligência (DINT) e o CME, do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil de Sergipe (DENARC), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv) da PM/SE. A FICCO/SE é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal, pela Polícia Civil, pela Polícia Militar, pela Polícia Penal e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais. Conforme destacado pela corporação federal, as investigações apontam que os integrantes do grupo criminoso ofereciam empréstimos com cobrança de juros abusivos e ilegais.
“Sempre utilizando-se de intimidação, graves ameaças e, em determinadas situações, violência para constranger vítimas e para garantir o recebimento dos valores exigidos. A ação tem como objetivos interromper a atividade criminosa, responsabilizar os envolvidos e enfraquecer a estrutura financeira do grupo mediante identificação e bloqueio de bens e ativos de possível origem ilícita”, informou a Polícia Federal. Previsto no Artigo 158 do Código Penal brasileiro, o crime de extorsão consiste em forçar alguém, com o uso de violência ou ameaça grave, a fazer ou deixar de fazer algo para obter vantagem econômica indevida. Sobe de um terço até a metade se houver uso de arma ou concurso de duas ou mais pessoas. A pena base é reclusão de 4 a 10 anos, mais multa. (MAJ)
FICCO-SE faz buscas e apreensões contra agiotas


