Um velho projeto da Fifa, hibernado depois dos atos de corrupção na CBF vai sair do papel. Os presidentes de federações estaduais que estão em Moscou, deixarão a Copa do Mundo com uma certeza: suas entidades ficarão mais ricas. A informação de que novos recursos serão distribuídos, foi prestada numa reunião nesta terça-feira na Rússia, na qual também estava o presidente da CBF, coronel Antônio Nunes e o presidente da Federação Sergipana de Futebol, Milton Dantas.
A cúpula da entidade brasileira revelou aos dirigentes estaduais que a Fifa atendeu a um pedido da CBF e vai liberar quase US$ 100 milhões (cerca de R$ 378 milhões) que havia prometido ao futebol brasileiro como parte do legado da Copa de 2014.
O dinheiro vai para programas de desenvolvimento e para a administração de federações de estados que não receberam jogos da Copa, há quatro anos. Esta havia sido a forma pela qual a CBF compensou locais que perderam a disputa para ser sede do Mundial.
O acordo foi fechado há duas semanas depois que Marco Polo Del Nero foi definitivamente afastado da entidade brasileira. A promessa dos recursos foi feita em 2014. Mas os pagamentos foram suspensos diante das prisões de cartolas sul-americanos em 2015. Por estar indiciado, Del Nero era o principal obstáculo para que o dinheiro fosse transmitido e todos os pagamentos foram congelados.
Pelo cronograma estabelecido pela CBF, os presidentes de federações assistem nesta quarta-feira ao jogo entre Brasil e Sérvia, no Spartak Stadium, e na quinta embarcam de volta ao Brasil.


