O cinema sergipano cada vez mais vai se consolidando para fora da nossa aldeia. A produção audiovisual de Sergipe amadureceu e tem mostrado a sua cara, aliás, a nossa cara, em festivais por esse mundão afora. Agora, chegamos ao mais tradicional e importante festival de cinema do país. O longa documental Velho Chico, a alma do povo xokó, foi selecionado para a competição oficial da 52ª edição do Festival de Cinema de Gramado.
A Mostra Gaúcha ocorre entre os dias 9 e 17 de agosto. O filme, escrito pelo roteirista Lelê Teles, tem direção do experiente Caco Souza. Cacilda de Jesus assina o argumento e a direção executiva, e conta ainda com a pesquisa minuciosa feita pela doutora e pesquisadora Michele Amorim.
Velho Chico, a alma do povo xokó, retrata a luta desse povo pela preservação do rio São Francisco, ou Opará, como o chamam. E também relata a conquista pela terra onde vivem: a Caiçara, que fica na margem direita do rio, e a ilha fluvial de São Pedro. O filme conta com depoimentos de indígenas e acadêmicos, em um relato poético, apaixonado e apaixonante.
As imagens retratam o Ouricuri, as danças e os cantos, o artesanato e a imersão da juventude na modernidade, na aldeia há de radialistas a influencers. Velho Chico foi realizado com recursos da Ancine.
Em 2013, Lelê Teles foi roteirista do programa seriado Estação Periferia, veiculado pela TV Brasil em rede nacional e transmitido para outros países. O programa foi apresentado pelo rapper sergipano Anderson HotBlack. Em 2019, De Quebrada em Quebrada, mais um programa seriado sergipano escrito por Lelê Teles e apresentado por HotBlack, teve veiculação nacional pela TV Cultura e também foi transmitido pela TV Aperipê.


