Foragido morre durante operação contra o tráfico

Uma grande operação conjunta deflagrada ontem pelas polícias de Sergipe, São Paulo, Paraná e Alagoas resultou no cumprimento de 23 mandados de prisão e outros 16 de busca e apreensão, em cidades dos quatro estados. A chamada ‘Operação Quarteto’ teve o objetivo de prender uma quadrilha envolvida em crimes de roubo, homicídio e tráfico de drogas, entre outros. Em Sergipe, as buscas se concentraram no Conjunto João Alves, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju), onde o alagoano Flávio Nunes da Costa, o ‘Pitbull’, 39 anos, morreu durante um tiroteio com equipes das polícias Civil e Militar.

‘Pitbull’ era ex-presidiário e apontado como integrante da facção criminosa paulista PCC (Primeiro Comando da Capital). A casa onde ele estava, foi cercada por equipes do Comando de Operações Especiais (COE), do 5° Batalhão de Polícia Militar de Sergipe e do Departamento de Narcóticos (Denarc). “Nós fomos até a residência dele por volta das 5h e acabou reagindo à prisão. Houve confronto e ele não resistiu ao ferimento, vindo a óbito no hospital", relata o major Fábio Machado, comandante do 5º BPM.

Na residência de Flávio, os policiais apreenderam 55 quilos de maconha e uma arma de fogo. Segundo o delegado André Baronto, do Denarc, o acusado também responde por outros crimes. “Flávio era o responsável por armazenar e distribuir as drogas para os traficantes aqui em Sergipe. Ele também respondia pelos crimes de tráfico de drogas e violência doméstica cometido contra a sua esposa”, lembra Baronto, referindo-se a uma prisão anterior do alagoano, em 27 de março deste ano, também no conjunto João Alves. Na ocasião, ‘Pitbull’ foi detido por tráfico de drogas e descumprimento de uma medida protetiva concedida para a esposa. 

Durante a operação, outros três investigados morreram em confrontos com a polícia e cinco presidiários foram detidos dentro dos respectivos presídios onde cumprem pena. Todos os mandados judiciais foram expedidos pela 17ª Vara Criminal de Maceió (AL), cidade onde a quadrilha estava baseada. A polícia alagoana investigava o grupo desde julho, a partir de denúncias anônimas, e descobriu que, apesar de atuar mais em Alagoas, ele tem ramificações em outros estados. Para os investigadores, Sergipe era usado pelo grupo como ponto de apoio para fazer a remessa das drogas despachadas do sul do país para Maceió.

“A polícia de Alagoas entrou em contato com a Secretaria da Segurança e passamos a trocar informações, porque também já tínhamos algumas investigações em andamento. É importantíssima a integração da polícia, aqui nós já temos um exemplo de integração entre a Polícia Civil e a Polícia Militar que vem proporcionando grandes resultados. No estado de Alagoas nós já tínhamos esse contato, mas isso vem se intensificando cada vez mais e com certeza isso vai gerar mais prisões e apreensões", considerou Baronto. 

As investigações terão continuidade para identificar mais envolvidos e apreender possíveis entorpecentes. A população pode utilizar o Disque-Denúncia 181 para repassar mais detalhes que auxiliem a Segurança Pública na identificação de outros integrantes da organização criminosa. 

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