Com gols de Theo Hernández e Kolo Muani, a seleção da França superou a muralha de Marrocos por 2 a 0 e vai a sua segunda final de Copa do Mundo consecutiva. No estádio Al Bayt, em Khor, Aseleção francesa teve a paciência necessária e não se intimidou com os ataques marroquinos e fará a final contra a Argentina, no domingo. Marrocos criou mais, teve mais posse de bola, porém a França foi objetiva, fez dois gols e está mais uma vez na grande final, contra a Argentina, no domingo, enquanto o Marrocos, encara a Croácia, pela disputa do terceiro lugar, no sábado.
Diante da maior zebra do Qatar, a França não teve problemas para furar a melhor defesa da Copa: com cinco minutos, Theo Hernández abriu o placar. Esperava-se um domínio francês depois do gol, mas Marrocos foi ao ataque e só não marcou porque Lloris, a zaga e a trave seguraram os africanos. Na reta final, Muani pegou sobra, ampliou e deixou os europeus mais tranquilos.
O jogo – A França encontrou na sua frente uma formação com três zagueiros, mas com cinco minutos de jogo, abriu o placar com Theo Hernández. Empurrado pela imensa torcida, Marrocos esteve próximo do ataque, porém em um lance de estrema categoria, Mbappé abriu espaço na defesa africana descolou Kolo Muani, que aproveitou o rebote do goleiro Bono, para sacramentar a vitória.]
Por si só, uma semifinal de Copa do Mundo já geraria enorme expectativa, mas esta da quarta-feira no Al Bayt era especialmente peculiar. De um lado estava a França, atual campeã, uma das favoritas desde sempre ao troféu e que vem sendo liderada por Kylian Mbappé, artilheiro da competição ao lado de Lionel Messi, ambos com cinco gols. Do outro estava o Marrocos, cujo melhor desempenho num Mundial havia sido uma etapa de oitavas de final há 36 anos e era tido como mero coadjuvante no Catar.
Apesar das credenciais, ninguém no país da Copa dava o jogo como favas contadas. Porque, se o Marrocos não tinha uma história robusta antes deste Mundial, agora se apresentava como o adversário mais incerto e perigoso, capaz de fazer frente – e, depois, superar – seleções como Bélgica, Espanha e Portugal.
Gol aos 5 minutos – O que quase ninguém contava é que o time que menos toma gol na Copa do Mundo fosse ser vazado logo no início. Aos 5, Griezmann aproveitou um raro erro defensivo do Marrocos para ir ao fundo pela direita e cruzar no meio da área para Mbappé. O artilheiro furou, tentou um segundo chute e a bola acabou sobrando para Theo Hernández abrir o placar.
O gol tão cedo, claro, ajudou a França, mas não foi capaz de abalar os marroquinos. O time do técnico Walid Regragui seguiu demonstrando organização tática, com boa posse de bola e chegadas insinuantes ao ataque. Ounahi teve boa chance aos 9, Ziyech perdeu outra aos 17 e El-Yamiq quase marcou de bicicleta aos 43. Enquanto isso, a França teve duas oportunidades com Giroud, uma que parou na trave e outra que passou à direita de Bono.
Pressão – Na etapa final, o Marrocos seguiu com o controle da posse de bola. Isso não quis dizer, contudo, que a seleção africana detivesse também o controle do jogo. Os marroquinos rodavam a bola, trocavam passes de pé em pé e até conseguiam chegar à área francesa. Só que não conseguiam finalizar.
O lance que pavimentou de vez a classificação francesa veio aos 34. Mbappé recebeu a bola pela esquerda da área, livrou-se de três marcadores à base de dribles e tocou no lado oposto para Kolo Muani. O jogador de 24 anos, que entrara alguns segundos antes, apenas desviou para fazer 2 a 0, classificando a França para sua quarta final de Copa do Mundo nas últimas sete edições.


