O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) concedeu liberdade à mulher que foi presa no último dia 20 de fevereiro, durante a segunda fase da ‘Operação Citrus’, deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPE) e pelas polícias Civil e Militar. Ela era acusada de atrapalhar as investigações da operação, destruindo algumas provas relacionadas a um suposto esquema de fraudes em licitações para a compra de medicamentos na Prefeitura de Laranjeiras (Vale do Cotinguiba). A suspeita é funcionária da empresa pertencente ao principal investigado da operação, um empresário do ramo de distribuição de medicamentos, que também foi detido no mesmo dia, mas continua em prisão provisória.
Ontem, o MPEinformou que pediu o relaxamento da prisão preventiva da funcionária, alegando que ela prestou depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), dentro do inquérito que apura um suposto esquema de fraudes em licitações e desvios de recursos para a compra de medicamentos na Prefeitura de Laranjeiras (Vale do Cotinguiba). A informação, considerada pelo desembargador que concedeu o pedido de liberdade, é de que a suspeita decidiu colaborar com as investigações e forneceu provas consideradas importantes para a investigação do suposto esquema. A alegação é de que a funcionária não representa mais riscos ao processo.
O empresário que foi preso na operação continua detido e deve responder por obstrução de investigações. A prisão dele e da vuncionária foi decretada pela desembargadora Ana Lúcia Freire dos Anjos, do TJSE, após o Gaeco ter descoberto que, após a primeira fase da Citrus, em dezembro do ano passado, os suspeitos passaram a queimar documentos e caixas, além de trocar e apagar dados de telefones celulares.O caso continua em andamento na 6ª Procuradoria de Justiça.
Sobre o restante da investigação da ‘Citrus’, ela continua em andamento por tempo indeterminado, por não haver réus presos. O Gaeco já revelou que a fraude investigada envolve uma empresa de medicamentos que participava de licitações em prefeituras, concorrendo com outras empresas que, segundo indícios, seriam de fachada e ligadas ao mesmo dono, ficando responsáveis por apenas emitir notas fiscais para o pagamento de faturas, sem a entrega efetiva dos remédios. Na primeira fase, um dos alvos foi o prefeito de Laranjeiras, Paulo Hagembeck, que chegou a ser preso em flagrante com um segurança, por posse ilegal de duas armas de fogo. Na ocasião, eles pagaram fiança e foram liberados.

