Funcionários da Saúde cobram reajuste

Milton Alves Júnior

 

Servidores municipais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), seguem com as atividades suspensas em virtude da falta de reajuste salarial. Reunidos em ato público na manhã de ontem, os profissionais voltaram a criticar a Prefeitura de Aracaju por não respeitar a recomposição dos benefícios que alcança atualmente a casa dos 20,5%. A mobilização foi realizada em frente ao Centro Administrativo Aloísio Campos – sede da PMA, e contou com o apoio de representantes dos sindicatos dos Enfermeiros, Assistentes Sociais, Psicólogos, Nutricionistas e Agentes de Combate a Endemias. Sem acordo com a administração da capital sergipana, as 44 unidades administradas pela Secretaria de Saúde seguem com déficit na escala profissional.

 Diante do impasse nas negociações, hoje completam 23 dias que profissionais da enfermagem e agentes comunitários estão trabalhando com apenas 30% do efetivo. A direção do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE) garante que a paralisação segue por tempo indeterminado. Atualmente 50% dos enfermeiros continuam trabalhando nas unidades de Urgência e Emergência e 30% trabalhando nas Unidades de Saúde da Família.

 Enquanto gestão pública e sindicalistas seguem sem se entrar em consenso, os pacientes clamam por normalização dos atendimentos. Na unidade Fernando Franco – situado no Conjunto Augusto Franco, o auxiliar administrativo Adilson Fernandes Alves se mostrou impaciente com a demora no atendimento. “Já estive no Posto Sinhazinha, já tive no Nestor Piva, por pouco não fui direto para o Huse, mas decidi vim para aqui e me arrependo porque os poucos funcionários que têm não conseguem dar conta de todos os atendimentos. O serviço no município está cada dia pior e enquanto isso sofro em ver que minha filha segue sentindo dores”, relatou na tarde de ontem ao Jornal do Dia.

Segundo explicações da Prefeitura de Aracaju, o cenário atual da receita corrente líquida impossibilita que o pleito dos servidores seja atendido. Em outras palavras, é preciso que os servidores que optaram por aderir ao movimento aguardem um momento oportuno para obter êxito nas reivindicações. Os grevistas pedem ainda melhoria nas condições de trabalho e inclusão do Atendente de Saúde Bucal junto ao Programa Saúde da Família. A PMA informou que essas demandas já estão em processo de implantação.

 Sobre a inclusão de servidores na folha suplementar para regularizar o pagamento dos que ainda não haviam recebido os valores referentes ao Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), alguns já foram incluídos, outros estão sob análise. Dando seguimento à serie de protestos, os trabalhadores marcaram para a próxima segunda-feira, dia 24, às 14h00, uma assembleia, na sede da Força Sindical, situada na Av. Barão de Maruim, para avaliar o movimento grevista.

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