Estão abertas as inscrições para o Garantia-Safra, biênio 2021/2022. O seguro de renda mínima coordenado em Sergipe pelo Governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e destinado às famílias de agricultores de baixa renda, que vivem em municípios do Nordeste e do semiárido, é pago em forma de poupança, quando a seca ou o excesso de chuvas provoque a perda de pelo menos metade da produção. A fim de garantir que os agricultores já cadastrados e que estão com seu benefício bloqueado recebam o seguro, técnicos da Seagri estiveram em Poço Redondo, nesta quarta-feira (29), para fazer a correção dos dados e prestar os esclarecimentos necessários aos beneficiários. O município do alto sertão sergipano pontua em primeiro lugar no número de adesões ao programa, com mais de 3.400 agricultores inscritos, e seguido por Porto da Folha e Gararu.
A agricultora Josilda Rodrigues Silva que planta milho, feijão e palma no assentamento Queimada Grande, em Poço Redondo, esteve na sede da Emdagro para atualizar seus dados e garantir o recebimento do seguro que estava bloqueado por inconsistência de dados. Mãe de cinco filhos, há dois anos ela é cadastrada no programa e só vê benefícios. "É uma ajuda muito boa que a gente recebe, serve pra pagar as contas de casa e pra comprar mais sementes", disse se referindo ao valor de R$ 850, que é pago nas lotéricas ou agências da Caixa Econômica Federal.
Para o agricultor Manoel Cecílio de Lima, mais conhecido na região de Poço Redondo pelo apelido de Zé Cané, o Garantia-Safra tem ajudado bastante para a subsistência de sua família. "A gente que vive da terra tem o prazer de plantar e de colher, mas com a seca que temos nessa região, nem sempre é possível ter uma boa colheita, então essa ajuda é muito bem-vinda", destacou o produtor que vive com sua esposa e filhos no assentamento D. José Brandão.
De acordo com o secretário de agricultura do município, Moisés de Enoque, o recebimento do benefício é sempre muito aguardado pelos agricultores da região. "O seguro chega em boa hora e movimenta a economia local fazendo com que o dinheiro circule no comércio, com a compra de produtos de subsistência e o pagamento de contas pessoais. Ganha o agricultor e ganha também o município", afirmou.


