Garis cobram equipamentos e vantagens salariais

Milton Alves Júnior

 

Por duas horas os serviços de limpeza urbana e higienização de prédios públicos municipais estiveram suspensos na manhã de ontem em virtude da paralisação deflagrada por funcionários da Torre. Segundo os manifestantes, a situação salarial da categoria segue defasada se comparado ao ritmo acelerado da inflação nacional, direitos trabalhistas estão atrasados, e, a falta de Equipamento de Proteção Individual (EPI), tem provocado vulnerabilidade a todos os servidores. Mesmo sem respostas positivas por parte da empresa, os profissionais voltaram as atividades por volta das 09h, porem com a promessa de voltar a promover atos públicos caso os pleitos não sejam atendidos.

De acordo com Anderson Vidal, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública e Comercial de Sergipe (Sindelimp), desde o último mês de março gestores sindicais têm se reunido com representantes da Torre a fim de debater reajuste salarial alem da aquisição de novas fardas é demais equipamentos. O problema é que até a noite da última quinta-feira, 27, nenhuma resposta positiva foi apresentada à classe trabalhadora. Sem progresso nas negociações e devido respeito junto às reivindicações, a categoria ameaça parar os serviços por tempo indeterminado.

"Desde o início das negociações não identificamos nenhum tipo de avanço, muito menos interesse por parte do setor patronal em atender os apelos apresentados pelos trabalhadores que lutam e realizam os seus serviços com o mais puro primor da profissão. Infelizmente até o presente momento nenhum reajuste foi apresentado, nem nos foi informado quando esse direito será respeitado, beneficiando, assim, todos os funcionários da Torre", declarou. Na tarde de ontem o Jornal do Dia buscou dialogar com a empresa a fim de apresentar o contraponto, mas nenhum gestor disposto a falar sobre o assunto estava à disposição. A única perspectiva no momento fica por conta de uma mesa de debates a ser realizado no início do próximo mês.

Ainda segundo informou o do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública e Comercial de Sergipe (Sindelimp), caso neste encontro os pedidos não sejam concedidos, os funcionários participarão de assembleia extraordinária no dia 14, quando podem deflagrar a suspensão geral dos serviços por tempo indeterminado. "Evidentemente chegamos ao limite da paciência e não podemos mais aguardar de braços cruzados. Se não houve avanço real até o momento, e se nessa mesa de negociações tudo permanecer como está, o jeito será levar aos funcionários a proposta de paralisação unificada", pontuou Anderson Vidal.

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