Gabriel Damásio
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Uma brincadeira ainda não esclarecida pela polícia pode ter sido a causa do assassinato do mecânico Derivaldo dos Santos, 38 anos, esfaqueado no coração por uma adolescente de 14 anos. O crime chocou a população de Frei Paulo (Agreste) e aconteceu à 1h de ontem no conjunto União, periferia da cidade. A acusada foi apreendida em flagrante, mas, após ser interrogada por uma promotora do Ministério Público, foi entregue aos pais e vai responder ao inquérito em liberdade. O cenário da tragédia foi a casa do padrasto da adolescente, onde, segundo a Polícia Militar, tinha acontecido uma pequena festa familiar.
Derivaldo era um amigo próximo do padrasto e estava fazendo uma lição da escola quando o homem começou a fazer algumas brincadeiras e comentários jocosos. "Ela estava fazendo a ponta do lápis com uma faca de mesa. Esse cidadão ficava tirando brincadeira com ela e ela efetuava alguns golpes de faca sem intenção de atingi-lo. Foi quando em um momento ele não se protegeu e a faca acertou um local fatal, na altura do coração", relatou o sargento Valdson, do Destacamento de Polícia Militar em Frei Paulo.
O crime aconteceu na presença de um irmão menor, que assistiu a tudo. A PM foi chamada pelos pais da garota, que foram acordados com a gritaria, mas Derivaldo não resistiu ao golpe e morreu antes da chegada do socorro. Em depoimento, a menina ressaltou que não tinha intenção de matá-lo, o que foi confirmado por seus familiares. No entanto, a polícia suspeita que ela teria atacado o mecânico por não ter gostado de um comentário ofensivo ao seu namorado.
A adolescente e os familiares foram levados para a Delegacia Regional de Itabaiana, onde ela foi apresentada ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público da comarca. Após o interrogatório, a polícia e a promotora decidiram liberar a adolescente, permitindo que ela responda ao inquérito policial em liberdade. "Ela se mostrou um pouco abatida. Com certeza, ela parecia ter consciência da gravidade do que ela fez", acredita o sargento. A jovem autuada por ato infracional semelhante à lesão corporal seguida de morte, podendo ser condenada a até três anos de internação em uma unidade de medidas socioeducativas.


