Gaza: ofensiva israelense matou 589 pessoas

Da Agência Lusa

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e o chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry, tentam hoje (22) estabelecer um cessar-fogo entre Israel e Palestina, após duas semanas de ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, que já provocou a morte de 589 palestinos, sendo 121 crianças.
O secretário de Estado norte-americano chegou na segunda-feira (21) à noite ao Cairo, capital egípcia, onde encontrará o secretário-geral da ONU para tentar encontrar uma solução para o conflito, que também matou 27 soldados e dois civis israelenses.

Ontem de manhã, pelo menos seis pessoas, incluindo uma mulher grávida e uma criança, foram mortas pelo Exército israelense durante ofensiva na Faixa de Gaza. "Nós vamos continuar esta operação para lutar contra o terrorismo", declarou Peter Lerner, um porta-voz do Exército de Israel.
Em Doha, capital do Catar, onde se encontraram na segunda-feira, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e o chefe do Hamas, Khaled Mechaal, apelaram pelo fim "da agressão israelense" contra a Faixa de Gaza e o levantamento do bloqueio instituído desde 2006.
"O Hamas e o presidente Abbas estão de acordo que todas as organizações palestinas devem trabalhar em conjunto a favor de um cessar-fogo", disse um negociador do movimento nacionalista Fatah, Azzam Al Ahmad.
"É preciso, primeiro, um cessar-fogo e depois continuaremos a discutir com o Egito e todas as partes regionais e internacionais, até que nós concretizemos o conteúdo do acordo de paz final", explicou Al Ahmad.
As Forças Armadas israelenses lançaram no dia 8 de julho uma operação aérea, batizada de Margem Protetora, e estendeu para uma ofensiva terrestre no dia 17, com o objetivo de neutralizar o movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Companhias aéreas europeias e americanas suspendem voos para Israel

Da Agência Lusa

Companhias aéreas europeias e norte-americanas suspenderam ontem temporariamente os voos comerciais para Israel, depois que um míssil disparado de Gaza atingiu os arredores do Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv. "Uma casa sofreu estragos num ataque com míssil na região de Kiryat Ono Yedhu, a alguns quilômetros do aeroporto", confirmou um porta-voz policial.

A Air France e a alemã Lufthansa anunciaram o cancelamento de seus voos para ou provenientes de Israel, pouco após a Autoridade da Aviação Federal dos Estados Unidos ter proibido suas empresas aéreas de voar para aquele país durante 24 horas.

Israel está envolvido, desde o dia 8 deste mês, em um conflito com o movimento Hamas na Faixa de Gaza, no qual já morreram mais de 620 palestinos, na maioria civis.
A Lufthansa decidiu cancelar os voos para Tel Aviv por pelo menos 36 horas, em uma decisão que, segundo a edição digital do semanário Der Spiegel, afetará ainda as companhias Germanwings, Austrian Airlines e Swiss Airlines.

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