Segunda, 08 De Agosto De 2022
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Alphaville vai fazer resgate de tototós


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Publicado em 16 de junho de 2012
Por Jornal Do Dia


A memória do tototó será resgada pelo Alphaville

Preparar a comunidade do município de Barra dos Coqueiros para uma vida sustentável, esse é o objetivo principal da Fundação Alphaville. E foi justamente com essa frase que  Giovana Kill, diretora da Fundação Alphaville, iniciou sua apresentação na noite da última quinta-feira, no Museu da Gente Sergipana, onde foi realizada a apresentação do Projeto Barcos do Brasil para a comunidade e Poder Público da Barra dos Coqueiros.
Giovana aproveitou a oportunidade e pediu autorização ao grande grupo de tototozeiros que ouviam as propostas apresentadas para dar início ao trabalho junto à comunidade. Inicialmente, a Fundação pretende produzir um inventário com toda a história do tototó – pequena embarcação utilizada na travessia do Rio Sergipe. Para que a partir do resgate histórico, a comunidade compreenda o valor desse patrimônio cultural e se beneficie dele, aprendendo a conservá-lo, valorizá-lo e utilizá-lo como fonte de renda.
Para isso, a Fundação trouxe o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de Santa Catarina, Dalmo Vieira, para apresentar um pequeno recorte do Projeto Barcos do Brasil, parceiro da ação. “O Brasil é o país mais rico do mundo em diversidade de barcos tradicionais. São mais de 100 tipos. Outros países trocaram todos os barcos artesanais por modelos em fibra de vidro ou alumínio, e depois perceberam o erro que haviam cometido. Então, pensem comigo, perder a tradição seria progresso? Ou progresso é aperfeiçoar o patrimônio que faz parte da nossa história e nos serve positivamente no futuro?”, argumenta Dalmo.
 Esse é o primeiro projeto de vários outros que a Fundação Alphaville pretende desenvolver com a comunidade de Barra dos Coqueiros. Desde que chegou ao Estado, já promoveu a capacitação em educação ambiental com cerca de 50 professores do município, que estão contribuindo com a conscientização da população pela preservação da cultura e patrimônio local. “É preciso deixar claro que o que a Fundação propõe é trilhar um caminho para que vocês andem com as próprias pernas. Vislumbramos um grande potencial nos tototós, na Dança de Coco, no Reizado, no artesanato”, esclareceu Giovana Kill.
Após as apresentações, animados, os presentes demonstraram total interesse em colaborar com o progresso da região e, melhor que isso, manifestaram o quanto se preocupam e reconhecem a importância histórica da cultura de Barra dos Coqueiros. “Sou de uma família de barqueiros e fico muito feliz em ver que existe condição de mudar a situação atual”, pontuou o tototozeiro, Pedro Silva.

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