Segunda, 08 De Agosto De 2022
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Justiça liberta dois acusados da Chacina do Huse


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Publicado em 26 de junho de 2012
Por Jornal Do Dia


Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) concedeu habeas-corpus a dois dos quatro acusados de envolvimento com a "Chacina do Huse", na qual três pacientes foram mortos a tiros dentro do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em 27 de abril deste ano. O guarda municipal Ginaldo Alves de Souza e o agente de medidas socioeducativas Ralph Souza Monteiro, que foram detidos em flagrante na noite do crime, devem ser libertados hoje de manhã da Cadeia Pública de Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju), onde estão presos, assim que receberem os alvarás de soltura expedidos pela Justiça.
Com esta decisão, Ginaldo e Ralph – respectivamente tio e sobrinho – passam a responder em liberdade ao processo judicial aberto na 8ª Vara Criminal de Aracaju, no qual foram denunciados por homicídio qualificado. O pedido neste sentido foi impetrado pelo advogado Saul Schuster, o qual sustenta que os dois réus não participaram da chacina, alegando que os dois réus estavam fazendo exames de raio-X e não estavam na Ala Verde do Huse quando os três pacientes foram mortos.
O habeas-corpus foi aceito por três votos a zero, com os desembargadores Edson Ulisses e Suzana Carvalho seguindo o parecer do relator do processo, desembargador Luiz Mendonça. Este, em seu voto, afirmou que os dois são réus primários, tem bons antecedentes e não representam risco para o andamento das investigações. Na semana passada, o primeiro julgamento do habeas-corpus de Ralph e Ginaldo, no qual a Câmara Criminal negou o recurso, foi anulado pelo próprio TJ, já que a desembargadora Geni Schuster, titular da câmara, declarou-se impedida de atuar no processo – e acabou substituída por Suzana Carvalho.
Além de Ralph e Ginaldo, foram denunciados outros dois irmãos do guarda municipal: os policiais militares Genilson Alves de Souza e Jean Alves de Souza. Os quatro são acusados pelo Ministério Público de terem invadido o hospital e executado os pacientes para vingar a morte do padeiro Jailson Alves de Souza, 32 anos, baleado pelas costas em um tiroteio ocorrido na Avenida Santa Gleide, bairro São Carlos (zona norte). Na ocasião, foram mortos Adalberto Santos Silva, 20 anos, Cledson Silva Santos, 21, e Márcio Alberto Silva Santos, 33, apontados pelos irmãos como participantes do tiroteio.

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