Sábado, 13 De Agosto De 2022
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Morte de paciente vira caso de polícia


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Publicado em 03 de julho de 2012
Por Jornal Do Dia


Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br

Mais uma denúncia contra o Hospital José Franco, localizado em Nossa Senhora do Socorro. Dessa vez, a morte de uma servidora pública gerou o segundo Boletim de Ocorrência, na Delegacia Plantonista, em menos de15 dias.
A morte de Anailde Vieira dos Santos, de 61 anos, na madrugada de domingo, 1º de julho, causou indignação entre familiares e amigos. A suspeita é que Anailde tenha morrido por causa de um erro médico na unidade de saúde.
De acordo com a filha da funcionária pública, Ana Cristina de Oliveira, a mãe era diabética e foi ao hospital após passar mal. Ainda segundo a família, dona Anailde era alérgica a insulina e alguns medicamentos e alertou ao médico, mas não foi ouvida.
"Minha mãe chegou lá consciente e explicou para o médico o que estava sentindo e também informou sobre os medicamentos que não podia tomar. Até uma enfermeira falou com ironia dizendo que assim ficava difícil tratar", declarou Ana Cristina.
Mesmo diante do alerta da paciente o médico receitou insulina para a paciente, que piorou em seguida. "Logo depois que a enfermeira aplicou a injeção, a pressão dela começou a cair e ela começou a suar frio. Em seguida levaram ela para uma sala e eu não pude mais acompanhar", declarou a filha da vítima.
Ainda segundo Ana Cristina, o médico não quis liberar o prontuário, o que provocou ainda mais revolta entre os familiares, que prometem processar o médico.

Versão do hospital – Sobre o caso, o diretor clínico do Hospital de Socorro, o médico Marcos Sarmento, informou que a paciente recebeu atendimento e esclareceu que ela não pode ser transferida para outra unidade porque não apresentou estabilidade no quadro.
Quanto à questão de uma reação alérgica, o diretor informa que não há evidências clínicas de que este fato tenha acontecido. "Mesmo assim, a diretoria do Hospital irá prosseguir na investigação do acontecido em relação a medicamentos e procedimentos. Paralelo a isso, o corpo foi necropsiado no Instituto Médico Legal, cujo laudo irá esclarecer o diagnóstico", informou.

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