Quarta, 17 De Agosto De 2022
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Mosquito humilha, sobre aedes aegypti


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Publicado em 04 de junho de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Mosquito Aedes Aegipty

Dar fim a simples mosquito. Eis o desafio que tem humilhado prefeitos brasileiros, por décadas a fio. Remédio para o mal é conhecido. Falta, no entanto, disposição para investir no combate. Medidas paliativas, incapazes de atacar a raiz do problema, são adotadas sem resultado satisfatório. Enquanto isso, a dengue derruba e mata brasileiros como se estes fossem moscas, à primeira gota de chuva.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, pelo menos sete bairros possuem grande risco de infestação por dengue em Aracaju. O esforço realizado pelos agentes de endemias, responsáveis por bater à porta da população com todas as informações a respeito do mosquito Aedes Aegypti, vetor da doença, atua sobre os efeitos nocivos de sua proliferação, mas passa ao largo das causas.
Sem investimento pesado em saneamento básico, os agentes escalados pela Prefeitura enxugam gelo. A informação de que somente 30,3% das residências localizadas no nordeste do Brasil possuem esgotamento sanitário, segundo os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), possui relação direta com a proliferação do mosquito em território sergipano, sobretudo em períodos chuvosos. Não espanta, portanto, que ano após ano, as vítimas da dengue voltem a sobrecarregar as unidades básicas de saúde.
A Prefeitura de Aracaju poderia ter metas mais ambiciosas em matéria de saúde pública. O trabalho realizado em alguns dos bairros mais problemáticos da cidade, a exemplo da limpeza regular de terrenos baldios, é meritório, mas não faz mais do que minimizar a proliferação do Aedes. Enquanto esgotos correrem a céu aberto e a água das chuvas não for drenada de modo adequado, o mosquito continuará a zanzar por aí.

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