Segunda, 24 De Janeiro De 2022
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Polícias entram em operação-padrão e Belivaldo diz que movimento é precipitado


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Publicado em 13 de janeiro de 2022
Por Jornal Do Dia Se


Gabriel Damásio

Os policiais civis encerraram na manhã de ontem a paralisação do atendimento na Central de Flagrantes, em Aracaju, nas delegacias plantonistas do interior. Os atendimentos ao público foram retomados por volta das 7h. A suspensão durou 12 horas, mas marcou o início de mais uma tensão envolvendo a categoria e o governo do Estado. Ela promete um novo desdobramento hoje à tarde, quando ocorre a caminhada organizada pelo Movimento Polícia Unida, que congrega as associações de classe do Corpo de Bombeiros e das polícias Civil e Militar. Os manifestantes devem se concentrar às 14h no Viaduto Carvalho Déda, no Distrito Industrial (zona oeste), e seguir de lá até o Palácio de Despachos.
A previsão é de que, após o protesto de hoje, os policiais comecem a fazer uma operação-padrão, na qual eles limitam os procedimentos de trabalho e o atendimento ao público às regras e normas previstas nas leis orgânicas das corporações. Na prática, algumas funções executadas por agentes e escrivães passam a ser feitas exclusivamente por delegados e vice-versa, entre outras limitações. Os policiais também só trabalharão em viaturas em condições de tráfego e dentro dos requisitos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), alem de não fazer trabalhos fora da hora de expediente e nem fazer diligências ou patrulhamentos de rua em equipes com menos de três policiais.
Ontem, os líderes das associações ligadas ao Polícia Unida reforçaram as críticas ao governador Belivaldo Chagas. Eles o responsabilizam pelos problemas salariais enfrentados pelos policiais e bombeiros, que se queixam da falta de reajuste salarial e do não-pagamento de gratificações, como o adicional de periculosidade. Para os representantes, a paralisação da noite-madrugada de ontem e a operação-padrão são “medidas enérgicas” que precisariam ser tomadas para sensibilizar o governo.
“Estamos há quase um ano e meio tentando negociar, mas a disposição sempre existiu apenas de um dos lados. O Governo não mostrou disposição em negociar, sempre empurrando o tempo. Culminou que agora em 2022, havia a expectativa de, pelo menos, a aprovação de uma recomposição inflacionária, mas nem isso aconteceu. A categoria, que estava revoltada, se revoltou ainda mais”, justificou o presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol/SE), Isaque Cangussu.

Resposta – Ainda na tarde de ontem, o governador Belivaldo Chagas comentou a paralisação dos policiais durante uma entrevista à TV Sergipe. Ele considerou a atitude da categoria como “precipitada” e disse que o Estado sempre esteve aberto ao diálogo com as categorias. “Acho que toda movimentação de categoria é válida, não há nenhum problema em relação a isso. Agora a precipitação não ajuda em nada, não é verdade que não há diálogo. Nós temos uma mesa aberta de negociação permanente”, disse Belivaldo.
O governador ainda atribuiu o impasse ao movimento, que segundo ele, insistia na pauta da gratificação de periculosidade quando o Estado propunha um projeto mais amplo de reestruturação da carreira dos policiais civis. “Nós temos em ata, onde podemos provar que o estado provocou essa discussão, mas a Polícia Unida só quis discutir periculosidade, e nós estamos abertos e também vamos encaminhar uma proposta que vai tratar dessa reestruturação da carreira dos policiais”, rebateu.

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