Quinta, 18 De Agosto De 2022
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Professor é assassinado em Estância


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Publicado em 10 de julho de 2012
Por Jornal Do Dia


O professor de dança Edvanildo Marcelino Pereira

Gabriel Damásio
[email protected]

O professor de dança Edvanildo Marcelino Pereira, 39 anos, o "Didjio", foi assassinado na madrugada deste domingo dentro de sua própria casa, no bairro Alagoas, em Estância (Região Sul). Ele foi encontrado morto na sala da residência, com várias marcas de facadas e agressões físicas. O crime teria acontecido depois de uma briga ouvida por vizinhos, que também relataram ofensas e palavrões. A polícia local, que preferiu não dar informações oficiais sobre o caso, trabalha com as hipóteses de ter havido crime passional ou crime de homofobia, já que o professor assumia ser homossexual.

Segundo relatos de testemunhas, o professor foi visto horas antes do crime jantando no XPTO, um conhecido restaurante da cidade, onde estava acompanhado de três mulheres e de uma criança. Depois do jantar, ele despediu-se do grupo e foi para casa, onde morava sozinho. Por volta de 0h30, começou a se ouvir uma discussão dentro da casa e depois, barulhos de luta seguidos de gritos. Os vizinhos não interferiram, pois pensaram, inicialmente, que se tratava de uma briga de casal. No entanto, ao entrarem na casa para ver o que tinha acontecido, encontraram o corpo de Edvanildo e um rastro de sangue que se estendia do banheiro até a sala.

A polícia foi chamada e, durante a perícia, descobriu-se que o assassino teria usado luvas ao cometer o crime, pois não foram encontradas impressões digitais de pessoas estranhas à casa de "Didjio". Há a suspeita de que o autor do crime fugiu levando um telefone celular e uma motocicleta, ambas pertencentes à vitima. Outra informação é de que Edvanildo foi esfaqueado no banheiro e teria tentado fugir do assassino antes de cair morto na sala. O corpo foi levado no final da manhã para o Instituto Médico-Legal (IML) e velado à tarde na sede da Escola de Samba Amantes do Samba, da qual o professor era integrante. O enterro aconteceu na cidade de Paulo Afonso (BA), onde nasceu.

O crime chocou a cidade de Estância, pois "Didjio" era muito conhecido por seu trabalho em escolas da rede municipal de ensino e em projetos ligados ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). Ele também atuava como coreógrafo em atividades culturais do município. Grupos locais de defesa dos direitos dos homossexuais convocaram para amanhã, às 9h, um protesto nas ruas da cidade pelo fim da violência na região, especialmente contra gays, lésbicas e travestis. A caminhada começará na Praça Barão do Rio Branco (centro da cidade), passará pelo Fórum Ministro Heitor de Souza e terminará em frente à Delegacia Regional de Estância.

O caso é investigado pelo Setor de Homicídios da delegacia, que já colheu informações no próprio local do crime e ouviu testemunhas por todo o dia ontem. Extra-ofricialmente, um homem não-identificado que seria namorado de "Didjio" é apontado como um dos suspeitos. A delegada responsável pelo crime preferiu não dar entrevistas, alegando que isso prejudicaria as investigações no momento.

Outras mortes – Das 21 ocorrências registradas neste final de semana pelo IML, sete foram mortes provocadas por armas de fogo. Uma delas, ocorrida na noite de sábado, teve como vítima Adriano do Nascimento Santos, 18, que levou vários tiros em uma rua no centro de Simão Dias (Centro-Sul). O crime foi cometido por outro rapaz, não identificado, que fugiu do local após os disparos.

Outro caso, ocorrido no final da tarde de sábado, aconteceu no Povoado São José, em Poço Verde (Centro-Sul). Leandro Souza Ferreira, 18, foi atingido por quatro tiros em um bar do povoado, após discutir com um adolescente. O garoto, conforme a mãe da vítima, deu dois tiros contra o rapaz quando ele ainda estava dentro do bar, e atirou mais duas vezes  quando Leandro corria em direção a um terreno próximo ao bar. O motivo do homicídio ainda é desconhecido.

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