Sábado, 13 De Agosto De 2022
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Professores protestam e encerram greve


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Publicado em 12 de junho de 2012
Por Jornal Do Dia


DEPOIS DA ASSEMBLEIA QUE ENCERROU A LONGA GREVE, PROFESSORES SAÍRAM EM PROTESTO CONTRA O GOVERNO

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

Pressionados por uma decisão judicial, os professores da rede estadual de ensino decidiram na manhã de ontem retornar às atividades após quase dois meses de greve. Indignada, a categoria promete intensa mobilização para os próximos meses em defesa do pagamento do piso nacional para todos os níveis da carreira do magistério.
A decisão aconteceu durante assembleia geral da categoria na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Após uma longa e tensa discussão, que durou toda a manhã e dividiu opiniões da categoria, os professores decidiram pelo fim da greve, mas mantendo atos públicos em todo o estado.
"A greve se encerra, mas temos a certeza de que a nossa luta é justa e legítima, por isso continuaremos mobilizados e não vamos baixar a cabeça", avisa a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese), Ângela Melo.

Trajetória – Durante a assembleia, Ângela destacou a trajetória de luta dos trabalhadores em educação pelo cumprimento da Lei do Piso, relatando a agenda de mobilização em Sergipe durante os 55 dias de greve. A sindicalista também lembrou e agradeceu o apoio da imprensa local à luta dos professores.  
Ângela disse que a categoria está unida em um processo permanente de luta em defesa de uma educação pública com qualidade. "Não daremos nenhuma trégua ao Governo que se revela autoritário e neoliberal ao recorrer à justiça contra os trabalhadores. A nossa luta é a luta da sociedade", comentou.
No decorrer da assembleia, os professores criticaram a postura da justiça em criminalizar o movimento dos trabalhadores com decisões que transformam a manifestação de greve em crime e a postura do governo em ameaçar o corte de ponto dos profissionais que não retornarem às escolas.
Interpretações – A greve foi decretada ilegal no último dia 6, mas somente na segunda-feira, 10, o sindicato foi notificado da decisão. O descumprimento da liminar acarretaria uma multa diária de R$ 20 mil ao sindicato e o corte do ponto dos professores, anunciado pelo governo. Para uma parte dos professores, a categoria deveria continuar a greve e assumir as sanções impostas pela justiça e pelo governo, assim como aconteceu na Bahia, onde a categoria decidiu pela manutenção da greve, que já dura mais de três meses.  
Na avaliação dos professores, o Tribunal de Justiça de Sergipe, ao julgar a ilegalidade da greve, não considerou que a própria Lei do Piso e a Lei do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb) estabelecem ajuda  financeira para os governos que não têm recursos. Foi dito que o governador Marcelo Déda optou por não buscar auxílio do governo federal e que ao invés disso decidiu aprovar uma lei na Assembleia Legislativa que exclui o nível médio da carreira.

Enterro – Ainda pela manhã, vestidos de preto, os professores percorreram as ruas do centro da cidade e fizeram enterro simbólico do governo Déda, demonstrando indignação da categoria com o não cumprimento do Piso Nacional do Magistério em Sergipe e mudanças na carreira da categoria. Na Praça Fausto Cardoso, em frente ao Palácio Museu Olímpio Campos, os manifestantes fizeram a queima simbólica dos despachos de ilegalidade da greve.
Para os próximos meses, os professores prometem realizar o ‘Agosto Vermelho’ e pressionar os deputados estaduais a não votarem as pautas que forem de encontro aos interesses da categoria.
Outra manifestação prevista é a participação de Sergipe na paralisação nacional de 24 horas que vai acontecer durante a Semana da Pátria, em setembro, quando cerca de cinco mil trabalhadores vão marchar em Brasília por uma educação de qualidade. A mobilização foi definida durante da reunião do Conselho Nacional de Entidades, a primeira a ser realizada após a greve nacional promovida nos dias 14, 15 e 16 de março.

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