O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, participou na quarta-feira (10), de reunião estratégica sobre ‘O papel do Fundo Clima no financiamento dos estados brasileiros’, promovida pelo Consórcio Brasil Verde e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. No encontro, Fábio Mitidieri defendeu investimentos em energias renováveis e em biomas que se destacam no território nordestino, como os manguezais e a caatinga, presentes em Sergipe.
O evento contou com a presença do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, do diretor de Planejamento e Estruturação de Projetos da instituição, Nelson Barbosa, assim como do presidente do Consórcio Brasil Verde, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, e do governador da Paraíba, João Azevêdo. Já o diretor de Política Climática do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Aloisio Lopes, participou de forma online. O encontro marca a primeira reunião entre a alta cúpula da presidência do BNDES e os estados que fazem parte do Consórcio Brasil Verde, para discutir a estratégia do Fundo Clima e a possibilidade de acesso aos recursos pelos estados. O objetivo principal foi apresentar o funcionamento do Fundo Clima e discutir detalhadamente os mecanismos, critérios e procedimentos pelos quais os estados poderão acessar os recursos disponíveis.
O governador também ressaltou o potencial energético de Sergipe com a disponibilização de energias renováveis no cenário presente e oportunidades para o futuro para o desenvolvimento sustentável no país e no mundo. “Sergipe é um estado que tem 95% da sua energia limpa. Nós temos energia hidroelétrica, solar, termoelétrica, eólica, também temos as maiores fontes de reserva de gás na América Latina e isso também é relevante para o nosso futuro. Viemos de uma missão na Europa, na qual a gente foi tratar sobre energia sustentável, renovação energética, e nós estamos falando de investimentos na ordem de bilhões de euros, com todos eles preocupados em renovar sua matriz energética. E nós temos a matriz energética mais limpa, barata, melhor localização geográfica e, por isso, o interesse tão grande no Nordeste, porque temos as condições ideias para aproveitarmos o momento e a gente não pode desperdiçar essa energia”, enfatizou.
O BNDES prevê R$ 32,1 bilhões de desembolso até 2026 em operações do Fundo Clima. O diretor de Planejamento e Estruturação de Projetos do BNDES, Nelson Barbosa, detalhou as condições do Fundo Clima. “A gente espera desembolsar, este ano, R$ 5 bilhões, no ano que vem, R$ 12,4 bilhões, e R$ 14,5 bilhões em 2026. No total, R$ 32 bilhões em três anos. Isso muda o tamanho da atividade brasileira de investimento em infraestrutura ambiental. O principal ainda é a área de Energia: solar, eólica e biogás. Transporte vai crescer, principalmente com os projetos de eletrificação de frota. Hoje o grande crescimento será puxado pela energia de um lado e pelo transporte urbano. Mas isso é só um mapeamento, como há recursos, outras áreas podem entrar, como projetos de urbanização”.
Governador defende biomas predominantes em Sergipe e potencial energético do estado


