Governo pode atender reivindicações de policiais e bombeiros ainda hoje

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

O Governo do Estado decidiu reagir à repercussão do ‘Movimento Polícia Legal’, deflagrado há cerca de três semanas pelas associações de classe da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Para às 8h de hoje, no quartel do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), no bairro América (zona oeste de Aracaju), foi marcada uma solenidade com as tropas, seguida de uma entrevista coletiva com os comandantes das corporações e o secretário de Segurança Pública, João Batista Santos Júnior. Na ocasião, será anunciada a posição do Palácio de Despachos sobre os projetos de lei que instituem a Promoção por Tempo de Serviço (PTS) e o pagamento do subsídio (gratificações unificadas ao soldo), principais reivindicações da categoria.
Ontem, o governador Jackson Barreto (PMDB) comentou a atuação dos policiais que aderiram ao movimento e, desde então, têm reclamado da falta de um diálogo direto com o governo sobre os projetos. "Eu nunca fechei o diálogo com a polícia. O coronel Marcony [Cabral, comandante da PM] é testemunha disso, conversamos nesta semana e vamos continuar conversando. Não há nenhum problema ou falta de diálogo do governo do estado com a polícia. O secretário João Batista e o coronel Marcony estão abertos a conversar com toda a Polícia Militar", disse, referindo-se ao ‘Polícia Legal’ como um fato ‘normal em todos os estados que passam por dificuldades’.

Jackson confirmou ainda que incumbiu Marcony de falar aos policiais e mostrar a proposta do governo sobre os projetos do PTS e do subsídio, pelo fato de o coronel ser o superior hierárquico da corporação. A mesma tarefa foi delegada ao comandante dos Bombeiros, coronel Reginaldo Dória, em relação aos bombeiros. Os dois fizeram parte de uma comissão de oficiais e de secretários do governo estadual, a qual analisou os projetos feitos pelos comandos, após uma discussão direta com as tropas e associações de classe.
O governador disse ainda que as reivindicações dos militares são justas e válidas, mas criticou indiretamente as atitudes tomadas pelo movimento, que adotou uma série de restrições legais às condições de trabalho e atividades diárias, a exemplo das refeições no Restaurante Popular Padre Pedro e a devolução de viaturas e armas com problemas de manutenção e documentação. "O pessoal da polícia, democraticamente, têm o direito de reivindicar. O que eu não gosto de ver é a intensificação dessas reivindicações em um momento eleitoral. Não se pode enquadra uma coisa com a outra", avisou Jackson, citando ainda que algumas restrições ao policiamento podem prejudicar a população.

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