Quinta, 30 De Maio De 2024
       
**PUBLICIDADE
Publicidade

Greve deixa 30 mil alunos sem aulas na UFS


Avatar

Publicado em 15 de maio de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Mais de 30 mil acadêmicos matriculados na Universidade Federal de Sergipe (UFS) seguem sem aulas devido à greve deflagrada por professores e profissionais da área técnica – que envolve estúdios e laboratórios. No contexto geral, a continuidade das funções trabalhistas segue sem interferências apenas por servidores ligados ao setor administrativo, vigilantes e agentes de apoio às áreas de limpeza e manutenção. Pela direção da Associação dos Docentes (ADUFS), foi oficializado que os 1.300 discentes reivindicam recomposição salarial de 22%, divididos igualmente entre os anos de 2024, 2025 e 2026. Iniciada na manhã da última segunda-feira, 13, a greve segue por tempo indeterminado, ou até o momento em que os pleitos sejam atendidos.
Ainda conforme destacado pela classe trabalhadora, por parte do governo Federal foi apresentada uma contraproposta, mas o texto não oferece qualquer índice de reajuste em 2024, apenas a recomposição dos anos seguintes e avanços pontuais nas gratificações e auxílios. A mobilização impacta também no Instituto Federal de Sergipe (IFS), e faz parte de um movimento nacional que conta com a adesão de aproximadamente 50 instituições federais. Em Sergipe, a greve atinge estudantes matriculados nas seguintes áreas: graduação, pós-graduação e as atividades do Colégio de Aplicação, além do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão em Educação Básica do (CODAP). O JORNAL DO DIA destaca que os servidores técnico-administrativos da UFS já estão em greve desde o dia 14 de março.
Por ampla maioria, a decisão de cruzar os braços foi deliberada durante assembleia geral realizada na semana passada, quando 203 servidores votaram favorável à greve, contra 42. Em nota, pública a Instituição de Ensino Superior (IES) informou que tem reforçado seu compromisso na valorização dos servidores docentes e técnicos administrativos, e reconhece a importância das reivindicações junto ao Governo Federal. Sem entrar em conflito quanto à legalidade do ato trabalhista, a reitoria indicou ainda que o direito de greve é uma garantia prevista pela Constituição Federal, tornando-se ferramenta legítima dos trabalhadores na busca por melhores condições de trabalho e de remuneração.
“A UFS aguarda manterá diálogo aberto e propositivo com as entidades de classe, na busca por soluções que atendam às necessidades de todos e reforçando a manutenção dos serviços essenciais oferecidos pela instituição. A Gestão da Universidade vai discutir, em momento oportuno, eventuais ajustes nas rotinas da comunidade acadêmica. A UFS reconhece posição essencial dos servidores docentes e técnicos administrativos no compromisso de contribuir para o progresso da sociedade por meio da geração de conhecimento e da formação de cidadãos críticos, éticos e comprometidos com o desenvolvimento sustentável. E se mantém empenhada na busca por soluções que garantam o bem-estar e a qualidade de vida de todos os membros da comunidade acadêmica”, publicou.

**PUBLICIDADE



Capa do dia
Capa do dia



**PUBLICIDADE


**PUBLICIDADE
Publicidade