Greve deixa 30 mil alunos sem aulas na UFS

Mais de 30 mil acadêmicos matriculados na Universidade Federal de Sergipe (UFS) seguem sem aulas devido à greve deflagrada por professores e profissionais da área técnica – que envolve estúdios e laboratórios. No contexto geral, a continuidade das funções trabalhistas segue sem interferências apenas por servidores ligados ao setor administrativo, vigilantes e agentes de apoio às áreas de limpeza e manutenção. Pela direção da Associação dos Docentes (ADUFS), foi oficializado que os 1.300 discentes reivindicam recomposição salarial de 22%, divididos igualmente entre os anos de 2024, 2025 e 2026. Iniciada na manhã da última segunda-feira, 13, a greve segue por tempo indeterminado, ou até o momento em que os pleitos sejam atendidos.
Ainda conforme destacado pela classe trabalhadora, por parte do governo Federal foi apresentada uma contraproposta, mas o texto não oferece qualquer índice de reajuste em 2024, apenas a recomposição dos anos seguintes e avanços pontuais nas gratificações e auxílios. A mobilização impacta também no Instituto Federal de Sergipe (IFS), e faz parte de um movimento nacional que conta com a adesão de aproximadamente 50 instituições federais. Em Sergipe, a greve atinge estudantes matriculados nas seguintes áreas: graduação, pós-graduação e as atividades do Colégio de Aplicação, além do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão em Educação Básica do (CODAP). O JORNAL DO DIA destaca que os servidores técnico-administrativos da UFS já estão em greve desde o dia 14 de março.
Por ampla maioria, a decisão de cruzar os braços foi deliberada durante assembleia geral realizada na semana passada, quando 203 servidores votaram favorável à greve, contra 42. Em nota, pública a Instituição de Ensino Superior (IES) informou que tem reforçado seu compromisso na valorização dos servidores docentes e técnicos administrativos, e reconhece a importância das reivindicações junto ao Governo Federal. Sem entrar em conflito quanto à legalidade do ato trabalhista, a reitoria indicou ainda que o direito de greve é uma garantia prevista pela Constituição Federal, tornando-se ferramenta legítima dos trabalhadores na busca por melhores condições de trabalho e de remuneração.
“A UFS aguarda manterá diálogo aberto e propositivo com as entidades de classe, na busca por soluções que atendam às necessidades de todos e reforçando a manutenção dos serviços essenciais oferecidos pela instituição. A Gestão da Universidade vai discutir, em momento oportuno, eventuais ajustes nas rotinas da comunidade acadêmica. A UFS reconhece posição essencial dos servidores docentes e técnicos administrativos no compromisso de contribuir para o progresso da sociedade por meio da geração de conhecimento e da formação de cidadãos críticos, éticos e comprometidos com o desenvolvimento sustentável. E se mantém empenhada na busca por soluções que garantam o bem-estar e a qualidade de vida de todos os membros da comunidade acadêmica”, publicou.

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