Terça, 25 De Junho De 2024
       
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Grupo preso em Lagarto é envolvido em homicídios


Publicado em 09 de agosto de 2012
Por Jornal Do Dia


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MOTOS E CARROS DE LUXO ERAM DISTRIBUÍDOS COMO PRÊMIO. ESSE FUSION É BLINDADO.

Os delegados durante a entrevista coletiva sobre as prisões em Lagarto

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

A "Operação Carcharodon", das polícias Civil e Militar, que prendeu a principal quadrilha responsável pelo tráfico de drogas na região Centro-Sul, pode ajudar a esclarecer, pelo menos, três assassinatos ocorridos nos últimos meses em Lagarto, pois há a indicação de que eles tenham sido cometidos pelo grupo. A informação foi revelada ontem, durante a coletiva de imprensa que apresentou detalhes da operação realizada anteontem em Lagarto, Cristinápolis e Aracaju. Ao todo, 13 acusados de envolvimento no bando foram presos e outro suspeito, Diego Cruz Matos, o "Dentinho", 28 anos, foi morto ao trocar tiros com a polícia. A ação cumpriu 40 mandados judiciais de prisão, busca e apreensão expedidos pela Vara Criminal de Lagarto.

O delegado responsável pela operação, Fábio Alan Pimentel, da Delegacia Regional de Lagarto, explicou que o grupo já vinha sendo investigado há cinco meses e era um dos mais perigosos, por conta da organização rígida e das ameaças dos integrantes aos desafetos. "O grupo criminoso era bastante organizado e existia uma hierarquia com comandando central. Os integrantes eram perigosos e tinham envolvimento em crimes de homicídios. Apuramos que a quadrilha planejava cometer três assassinatos e por conta disso antecipamos a operação para evitar os crimes", explicou ele.

Um dos crimes evitados, de acordo com o delegado, seria o possível assassinato de José Monteiro dos Reis, um dos presos na "Carcharodon". Monteiro, que é irmão do prefeito de Lagarto Valmir Monteiro (PSC), é apontado como integrante da quadrilha e estava sendo ameaçado pelos líderes do bando, pois estava comprando cocaína de outros fornecedores e revendendo a droga por conta própria, sem repassar o lucro para a quadrilha. Os policiais apuraram ainda que outras pessoas consideradas inimigas pelos traficantes também seriam assassinadas nos próximos dias.

As investigações sobre a quadrilha apontaram que outro preso na operação, Jackson de Oliveira Fontes, cunhado de "Dentinho", é apontado com o autor dos assassinatos encomendados pelo grupo, sendo considerado o "pistoleiro" da organização. "Inclusive, a ele é imputado um homicídio acontecido no final do mês passado. Ele vitimou um dos membros da própria quadrilha que estava querendo sair dela. Como esse homem tinha muito conhecimento sobre todos os integrantes do grupo, o próprio Diego determinou que ele fosse morto", revelou o delegado.

Jackson foi preso juntamente com um dos irmãos, que segundo o capitão Matheus Soares, do Grupo de Ações Táticas do Interior (Gati), reagiu à abordagem e saiu ferido de uma troca de tiros com os PMs. Um terceiro preso, José Elionai de Menezes Carvalho, o "Nainho", apontado como financiador e articulador da quadrilha, também trocou tiros com policiais civis ao ser preso em sua casa, na zona oeste da capital, e foi baleado na perna. Também foram presos Josecledson Oliveira Bezerra, Milton José de Oliveira, Graziela Cruz Ramos Santiago, conhecido como ‘Monteiro’, Jonei Goes de Oliveira, o ‘Cigano’, Enaura Santos Nascimento, Rosana de Oliveira Fontes, Joaquim Nogueira Fontes, Alessandro Miguel dos Santos, o ‘Sandrinho’, João Carlos Cruz Carvalho e um homem conhecido por Nadinho.

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