Homem é morto com nove tiros no Coqueiral

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

O minerador Marlon Correia Santos, 27 anos, foi assassinado às 14h de ontem na casa de sua ex-mulher, na rua São Crispim, bairro Coqueiral (zona norte de Aracaju). O crime foi cometido por pelo menos dois homens que atacaram o rapaz na porta da residência e, após uma perseguição, que seguiu-se até a cozinha da casa, dispararam nove tiros em sua cabeça – a maioria dos disparos acertou-lhe o rosto, matando-o na hora. Segundo a polícia, os criminosos ainda entraram na casa e expulsaram os familiares da vítima, enquanto terminavam de executar o crime.

Marlon era pai de uma menina, trabalhava em uma empresa terceirizada que presta serviços à mineradora Vale, em Rosário do Catete (Vale do Cotinguiba) e morava na mesma cidade, mas estava em Aracaju para participar de uma audiência no Fórum Gumercindo Bessa, no Capucho, e resolveu visitar a filha, que mora com a ex-esposa. Segundo a família, ele era acusado por um homicídio ocorrido no Coqueiral em de março de 2012 e caminhava para ser inocentado por falta de provas, mas estava jurado de morte e chegou a ser alertado disso pela ex-mulher e outros parentes.
"Eu pedi para que ele não voltasse mais aqui, ele voltou e aconteceu o que aconteceu. Não posso afirmar nada, mas pode ser que [a morte de Marlon] tenha a ver [com a outra morte] e pode ser que não tenha. Inclusive, ele foi inocentado hoje [ontem], provou que não estava no local do crime", confirmou uma irmã de Marlon. O JORNAL DO DIA localizou o processo do primeiro crime, que tramita na 8ª Vara Criminal de Aracaju e entrou na fase das alegações finais, mas está sob segredo de justiça.

A Polícia Militar esteve no local e apurou que os matadores usaram uma moto de cor escura e pistolas calibre 380. Há poucas pistas sobre quem teria cometido o crime, mas, com base nas informações de familiares, a suspeita da polícia é de que pessoas ligadas à vítima do homicídio atribuído a Marlon teriam aproveitado a visita dele à ex-esposa para se vingar do crime. O crime é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).

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