Milton Alves Júnior
Peritos da Polícia Civil seguem investigando se outros integrantes de facção criminosa especializada no comércio de drogas sintéticas permanecem operacionalizando o sistema na região do bairro Farolândia e do bairro Augusto Franco. A manutenção destas investigações é fruto da operação realizada no início da manhã de ontem, quando um homem de identidade não revelada foi preso em flagrante em posse de três embalagens de substância semelhante à “flor de maconha”, cerca de mil comprimidos de ecstasy, uma embalagem de metanfetamina conhecida como cristal, além de utensílios para preparo e acondicionamento das drogas e um aparelho celular.
Coordenada por profissionais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), a operação serviu ainda para ampliar os indícios que levam os investigadores a acreditar que o suspeito detido é um dos responsáveis pela distribuição e reabastecimento de drogas sintéticas em diferentes bairros da capital sergipana. Essa atuação criminosa era realizada na região há mais de um ano e foi desarticulada após denúncias anônimas terem sido protocoladas junto à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE). Sobre os desdobramentos desta ação, a Superintendência da Polícia Civil não descarta a possibilidade de outras pessoas serem identificadas como integrantes do grupo.
Conforme previsto no artigo 33 do Código Penal, a perspectiva é que os envolvidos respondam pelo crime de tráfico de entorpecentes. Esta ação cabe pena de reclusão entre 5 e 15 anos, por exemplo, para quem preparar, produzir, vender, oferecer, ter em depósito, transportar, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas. O governo de Sergipe pede que informações capazes de colaborar com os estudos sejam protocolados junto ao Disque Denúncias (181). O sigilo é garantido. Profissionais do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (CIOSP 190) também permanecem à disposição para encaminhar as informações para o setor responsável.


