Gabriel Damásio
Uma nova agência bancária foi roubada por criminosos no interior do estado. Por volta das 3h40 deste sábado, um grupo de bandidos armados invadiu a agência do Banco do Brasil em Macambira (Agreste) e arrombou um cofre onde estavam guardadas as armas dos vigilantes que ali trabalham. Segundo o tenente-coronel Reinaldo Chaves, do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), pelo menos seis homens chegaram ao local em uma caminhonete Toyota Hilux de cor prata e quebraram a porta da área de autoatendimento da agência. Depois, abriram o cofre com um maçarico e fugiram levando tudo o que estava guardado nele.
Não foi divulgado o total de objetos roubados, pois, de acordo com Chaves, nenhum representante do BB entrou em contato com a PM para dar detalhes sobre a ocorrência até o fechamento desta edição. O coronel assegurou que não houve explosão ou arrombamento dos caixas eletrônicos, conforme chegou a ser divulgado inicialmente. "O único cofre que abriram foi esse cofre de 1 metro e meio de altura, onde estavam as armas e os coletes balísticos que os vigilantes guardavam ali. Depois que eles pegaram as armas e os coletes, eles fugiram por uma estrada de terra", disse Chaves.
O comandante informou que, além dos policiais do Destacamento de Macambira, foram enviadas equipes da companhia de Campo do Brito e do 3º BPM, em Itabaiana. Um detalhe: antes mesmo de roubarem o banco, os marginais espalharam grampos por uma estrada de acesso ao centro de Macambira, a fim de evitar uma perseguição da polícia. "Eles colocaram esses grampos para perfurar os pneus das viaturas e assim eles ganharem tempo. Só que não tivemos nenhum pneu perfurado, porque os policiais que já estavam em Macambira nos passaram a informação e os reforços que chegaram já foram recolhendo os grampos. Dou para fazer isso porque os criminosos já tinham fugido", explicou o oficial.
As buscas na região entraram pela madrugada e pela manhã do sábado. Por volta das 9h, a caminhonete foi encontrada em uma estrada vicinal conhecida como "Terra Vermelha", que liga Macambira a Campo do Brito. De acordo com Chaves, nada foi encontrado no veículo, mas ele ainda estava com a chave presa na ignição, quando foi abandonado. A suspeita é de que a quadrilha era aguardada por outros comparsas e fugiu com eles em outros carros. A picape foi apreendida e levada para a sede do 3º BPM, onde se constatou que o veículo era clonado.
"Verificamos a placa, que é da cidade de Filadélfia, na Bahia, e não foi constatada nenhuma restrição, mas descobrimos que o chassi estava raspado. Depois que levamos a Hilux, consegui entrar em contato com o proprietário, que mora na Bahia, e ele me garantiu que estava com a caminhonete guardada em casa e tem nota fiscal da compra dele. Por aí, já ficou confirmado que alguém clonou a placa do carro desse proprietário e colocou no outro, que estava sendo usado nos assaltos", afirmou Chaves, citando a suspeita de que a mesma caminhonete teria sido vista em outras explosões de bancos que aconteceram neste mês em Sergipe. "As testemunhas relatavam que viam uma Hilux acompanhada de um Citröen", acrescenta.
O primeiro caso citado aconteceu em 1º de março, numa agência do Banese em Siriri (Vale do Cotinguiba). Os criminosos estavam encapuzados e fortemente armados, tendo conseguido abrir as portas do banco usando algumas ferramentas. Uma semana depois, no dia 7, o alvo foi a agência do Banco do Brasil em Propriá (Baixo São Francisco), os bandidos chegaram ao local em uma caminhonete de cor prata e ameaçaram atirar nos feirantes que montavam barracas perto da agência. A picape foi encaminhada na tarde de sábado ao Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), em Aracaju, que investiga o assalto de Macambira e as explosões recentes.


