Horto Municipal destina mais de 1,8 mil mudas em ações ambientais na capital

Balanço reúne plantios em espaços públicos E doações à população (Raquel Fernandes/PMA)
O Horto Municipal de Aracaju destinou 1.824 mudas durante o mês de agosto de 2026. O balanço da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) contabiliza 784 mudas arbóreas e 1.040 medicinais, distribuídas entre plantios urbanos, atendimento direto à população e projetos que levam ações ambientais para mais perto das comunidades.
As mudas arbóreas correspondem a 43% do total registrado no período. Das 784 unidades, 574 foram plantadas pela Prefeitura em diferentes pontos da capital. Isso significa que, a cada dez árvores destinadas durante o mês, mais de sete foram plantadas diretamente em espaços urbanos, contribuindo para ampliar a cobertura vegetal de ruas, praças, calçadas e outras áreas públicas.
As demais mudas arbóreas foram destinadas à população por meio do atendimento no Horto Municipal, de solicitações realizadas pela plataforma AjuInteligente e das ações dos projetos Sema no Seu Bairro e Tamo Junto Aracaju. As mudas medicinais também foram distribuídas por esses canais e utilizadas na ampliação do Jardim Sensorial do Parque da Sementeira.
Para a secretária municipal do Meio Ambiente, Emília Golzio, a arborização deve ser compreendida como parte da infraestrutura necessária ao desenvolvimento da cidade.
“As cidades que hoje são referência em qualidade ambiental entenderam que arborização não é apenas paisagismo, mas uma infraestrutura urbana permanente”, destaca.
Além de amenizar as temperaturas e proporcionar sombra, as árvores contribuem para a melhoria da qualidade do ar, favorecem a infiltração da água no solo, oferecem abrigo e alimento para a fauna e tornam os espaços públicos mais agradáveis. Já as plantas medicinais ampliam o contato da população com o cultivo doméstico, inclusive em residências com áreas reduzidas.
Diversidade de espécies – O trabalho desenvolvido pelo Horto Municipal reúne mais de 40 espécies de árvores, entre frutíferas, floríferas, ornamentais e florestais. Estão disponíveis espécies como pitanga, pau-brasil, goiabeira, araçá, graviola, saboneteira, jenipapo, pau-ferro, ingá, jaboticaba, guapuruvu, angico, quaresmeira, aroeira-vermelha, aroeira-do-sertão, catingueira, mutamba, sucupira, tamboril e sibipiruna.
A relação inclui ainda ipês-pardo, cascudo, roxo-de-bola e branco, além de ameixa-da-praia, tamarindo, abacateiro, pitomba, sapoti, araticum, mangueira, nêspera, cajueiro, biribá, monguba, jacarandá, canafístula, louro-branco, falso-ingá, fedegoso e mogno.
A variedade permite que os técnicos selecionem as espécies mais adequadas para cada ambiente. Em calçadas, por exemplo, são avaliados fatores como a largura da área livre, a presença de fiação elétrica, o porte da árvore adulta, as características das raízes e a distância das edificações. Já em praças e áreas abertas, é possível utilizar árvores de maior porte e copas mais amplas.
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