Milton Alves Júnior
Até o dia 29 de julho o Hospital Regional de Lagarto estará interditado por decisão do Conselho Regional de Medicina (Cremese). Conforme denúncia oficializado pela classe médica junto ao Governo do Estado e ao Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, há pelo menos três meses a unidade hospitalar enfrenta sérios problemas administrativo, inclusive, sem a presença de superintendente e com escala profissional desajustada. A decisão foi apresentada na manhã de ontem e pode ser prorrogada por mais 60 dias. Durante este período o hospital estará realizando apenas assistência especializada aos pacientes que apresentem sintomas indicando risco de morte.
Por meio de nota oficial, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou que a interdição ética foi motivada por problemas na escala das equipes médicas, que não estavam completas. "A SES já está trabalhando para resolver essa questão, convocando médicos que trabalham em outras unidades da Rede Estadual de Saúde para fechar as escalas em Lagarto mediante o pagamento de hora extra. A SES reforça que a referida unidade hospitalar está em transição de gestão, visto que o Hospital Regional de Lagarto passará a ser gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH)". Não foi definido um prazo para reparo dos problemas administrativos.
Enquanto o impasse não for solucionado, o conselho segue garantindo que o local segue aberto de forma paralela, inviabilizando novos atendimentos, mas analisando e respeitando o grau de vulnerabilidade de cada paciente usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). Até segunda ordem, todos os usuários que por ventura busquem assistência no local, serão encaminhado para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Segundo o conselheiro Hyder Aragão que também responde pela coordenação de fiscalização do Cremese, é necessário que o estado busque solucionar os problemas para que o sistema volte a beneficiar os sergipanos.
"O superintendente foi retirado de lá e não colocaram outro no lugar. O hospital também está em processo de federalização e os profissionais estão receosos porque não sabem quando serão retirados quando a federalização acontecer. É um hospital que está sem chefia, às escalas desestruturadas, estrutura física precária e não se sabe o que vai acontecer neste momento", declarou. Com a interdição, cerca de 200 pessoas deixam de ser atendidas diariamente.


