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Incendiário de Estância pode ir para hospital psiquiátrico


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Publicado em 05 de maio de 2013
Por Jornal Do Dia


José Milton Batista Ramos, o "Nemzinho" foi apresentado ontem de manhã

Gabriel Damásio
[email protected]

A Polícia Civil apresentou ontem o desempregado José Milton Batista Ramos, o "Nemzinho", 37 anos, que confessou de ser o autor dos incêndios de veículos ocorridos nos últimos dias em Estância (Sul). Ele já teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça e foi detido no final da noite de quinta-feira por policiais da Delegacia Regional de Estância, enquanto vagava em uma rua do Cj. Valadares, periferia da cidade. A suspeita inicial é de que sete carros tenham sido queimados pelo acusado, mas o delegado Hilton Duarte, responsável pelo caso, informou que apenas quatro casos foram confirmados.

Nilson foi descoberto a partir de gravações do circuito interno de TV de uma loja próxima ao centro da cidade, nas quais ficou registrado o momento em que um dos veículos foi incendiado. De acordo com Hilton, as investigações tiveram uma colaboração importante: a de familiares de Klintes Kley de Oliveira Santos, 29, preso por outra onda de incêndios a veículos ocorrida na cidade em junho de 2010 – na ocasião, oito carros foram destruídos, mas Klintes confessou a autoria de dois casos. Ele foi condenado a cerca de dois anos de prisão e já cumpriu a pena.
"Quando começaram a surgir esses incêndios recentes, nós suspeitamos inicialmente do Klintes, achando que ele tinha voltado a agir. No entanto, os familiares do antigo suspeito apresentaram um álibi e comprovaram que ele viajou para São Paulo na época dos ataques. E eles nos ajudaram a identificar quem era o verdadeiro acusado, comparando as imagens das câmeras. Conseguimos então chegar aos familiares do José Milton, que confirmaram ser ele a pessoa das fotos e disseram que ele tinha saído de casa depois de se separar da esposa", relatou o delegado.

O fim do casamento, aliás, foi um dos motivos alegados pelo desempregado para incendiar os veículos, mas esta causa, segundo a polícia, está aliada a problemas psicológicos que ele já enfrentava. "Ele afirma que tem depressão, toma remédios controlados e que estava muito abalado por conta da separação. E disse que começou a incendiar os veículos porque via aquilo como uma válvula de escape para enfrentar o que ele passava", disse Hilton, acrescentando que a ex-esposa do acusado também foi ouvida pela polícia e confirmou estes detalhes.

A localização de "Nemzinho" foi dificultada pelo fato de o suspeito estar vagando pelas ruas, sem uma morada fixa. Outro problema foi o dos incêndios terem ocorrido durante a madrugada, em ruas sem nenhuma movimentação. A polícia confirmou que Milton não usava combustíveis para atear fogo nos carros, usando apenas fósforos acesos colocados nos bancos e nas estofagens.  A preferência do incendiário, de acordo com Duarte, era por veículos antigos, porque são mais fáceis de entrar e têm mais partes vulneráveis ao fogo, que se alastra rápido e atinge as áreas do motor e dos combustíveis, causando uma explosão.

O desempregado já respondeu a um processo por furto e volta a ficar preso aguardando julgamento, mas pode ser encaminhado ao Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP). Ele deve ser indiciado pelo crime de incêndio provocado, previsto no artigo 250 do Código Penal e com pena entre três e seis anos de prisão. A Justiça pode ainda determinar o pagamento de uma indenização aos proprietários dos veículos destruídos.

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