Terça, 21 De Maio De 2024
       
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Indicadores do Cenário Internacional


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Publicado em 20 de abril de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Abordarei neste artigo algumas informações econômicas do cenário internacional, pois como vivemos em uma economia interconectada e globalizada. Assim, os eventos que ocorrem no exterior afetam o nosso país. Evidentemente que o grau de afetação depende da intensidade das relações comerciais que o Brasil tenha com as referidas economias. Também apontarei dados sobre o Brasil a partir de cenários produzidos por organismos internacionais.
No cenário internacional, o destaque recente foram os dados da inflação ao consumidor (CPI) de março dos Estados Unidos (EUA), divulgados no dia 10/04/2024 e apontaram que a taxa de inflação anual nos Estados Unidos ficou em 3,5% em março, de acordo com o último relatório do Bureau of Labor Statistics. A inflação aumentou em comparação com a taxa anual de fevereiro de 3,2% e superou a variação dos analistas. Em termos mensais, o índice de preços ao consumidor (IPC) aumentou 0,4%. Mais de metade do aumento foi atribuído ao aumento dos preços da habitação e da gasolina.
O Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) divulgou no dia 10/04/2024, a ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto que foi realizada de 19 a 20 de março de 2024. Cabe registrar que as atas de cada reunião regularmente agendada do Comitê são geralmente publicadas três semanas após o dia da decisão política. As descrições das condições econômico-financeiras contidas na referida ata baseiam-se exclusivamente nas informações que estavam à disposição do Comitê no momento da reunião.
O Federal Reserv votou por unanimidade para manter a taxa de juro paga sobre os saldos das reservas em 5,4%, em vigor a partir de 21 de março de 2024.
O Banco Mundial lançou no dia 10/04/2024, um estudo em que afirma que a economia brasileira deve crescer 1,7% em 2024. Segundo a instituição, o percentual é menor do que a estimativa para 2023, de 2,9%, e mais baixo do que o esperado para 2025, de 2,2%. Os dados são da equipe do economista-chefe para a América Latina e o Caribe do Banco Mundial, William Maloney. 
Segundo o Banco Mundial, a expectativa de crescimento para a economia da região (América Latina e Caribe), de 1,6% em 2024, é semelhante à brasileira. Para 2025 e 2026, espera-se um crescimento do Produto Interno Bruto, PIB, de 2,7% e 2,6%, respectivamente. Comparados com as demais regiões do mundo, esses percentuais são os mais baixos e considerados insuficientes para impulsionar a prosperidade das famílias. Ainda, de acordo com o novo relatório do Banco Mundial, o crescimento econômico da América Latina e do Caribe estagnou porque a região não enfrentou os obstáculos persistentes que bloqueiam seu potencial. Entre eles, estão os baixos níveis de educação, a infraestrutura precária e os altos custos de investimento, que também alimentam o descontentamento social.
No quesito de atuação dos Bancos no cenário internacional, destaco que o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), destinou 4 bilhões de euros à Ucrânia desde o início da guerra. Para além do apoio ao setor privado, as suas prioridades estratégicas no país são o apoio à segurança energética, às infraestruturas vitais, à segurança alimentar e ao comércio.  Registre-se que diversos outros países receberam recentemente aportes financeiros do BERD.
No cenário internacional, a primeira semana de abril/2024 foi negativa para os ativos de risco no mercado internacional, em meio ao surgimento de novas tensões geopolíticas no Oriente Médio, dados de emprego (payroll) fortes nos EUA e falas conservadoras de membros do Fed (Banco Central Americano).
As questões geopolíticas se acirram e são inseridos novos contornos, com isso, temos novas preocupações sobre a relação entre Israel e Irã que surgiram após um ataque ao consulado iraniano na Síria, onde o governo do Irã responsabiliza Israel. Com o receio de limitação na oferta de petróleo, o preço da commodity (tipo Brent) voltou a ultrapassar o patamar de US$ 90 por barril, maior valor dos últimos 5 meses.
O payroll (dados de emprego nos Estados Unidos) registrou a criação de 303 mil vagas de emprego, bem acima do esperado (+215 mil) pelo consenso de mercado e elevando a média trimestral para 276 mil vagas, maior patamar em um ano, reforçando que o mercado de trabalho segue aquecido no país. Já a taxa de desemprego voltou a cair, atingindo 3,8% (ante 3,9% em fev/24), contrariando a expectativa de estabilidade. Apesar dos dados mais fortes de geração de empregos, os ganhos salariais vieram em linha com o esperado, subindo 0,3% no mês e desacelerando para 4,1% em 12 meses (ante +4,3%). Já os dados finais de expectativas para o mês de março indicaram alguma moderação da atividade no mês. Enquanto o índice de produção da indústria dos Estados Unidos caiu para 51,9 pts (ante 52,2 pts), o índice dos serviços atingiu 51,7 pts (ante 52,3 pts), mas ambos acima do nível neutro (50 pts).
Na Zona do Euro, a prévia da inflação ao consumidor (CPI) de março surpreendeu positivamente ao desacelerar para 2,4% em 12 meses, ante 2,6% em fev/24. O núcleo do indicador, por sua vez, que desconsidera alimentos e energia, desacelerou para 2,9% (ante 3,1%). Com relação às expectativas, os resultados finais do índice PMI apresentaram movimentos mistos em março. Enquanto o índice da indústria aprofundou a indicação de contração da atividade no setor atingindo 46,1 pts (ante 46,5 pts), o setor de serviços subiu e atingiu 51,5 pts (ante 50,2 pts), melhor resultado desde jun/23.
Por fim, na China, os índices PMI Caixin de expectativas registraram alta em março tanto para a indústria (de 50,9 pts para 51,1 pts) como para serviços (de 52,5 pts para 52,7 pts), sugerindo alguma retomada da atividade no país.
Para entendimento das conceituações apresentadas, importante registrar que PMI é a sigla de Purchasing Manager’s Index, que é um indicador econômico utilizado para medir o desempenho e a atividade do setor industrial ou de serviços de um país. Estas são algumas informações que auxiliam no entendimento do atual cenário econômico mundial.
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