Gestores públicos ligados à Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Aracaju (SMTT) se preparam para homologar a permissão de instalação dos novos sensores que serão posicionados em pontos estratégicos na capital sergipana. Conforme estudos elaborados pela Prefeitura de Aracaju, os radares devem ser anexados nas vias públicas que apresentam o maior número de acidentes automotivos. Esta medida, que gera polêmica desde 2011, quando a corte do Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou o fim do contrato com as empresas que forneciam o serviço, permanece causando dúvidas aos motoristas sobre a real necessidade de ser instalado mais de 80 equipamentos de fiscalização, como prevê o governo João Alves.
De acordo com a SMTT, apenas 6% dos acidentes em vias expressas da capital têm como causa os problemas da própria infraestrutura da pista; 30% dos acidentes têm origem em problemas mecânicos. Foi detectado também que a maioria dos acidentes, ou seja, 64% dos sinistros têm como causa problemas dos motoristas. Devido à evolução de assaltos em semáforos ficou definido que após as 22 horas alguns radares vão desconsiderar a ultrapassagem do sinal vermelho, porém, o condutor que passar acima do limite de velocidade – 60 km, será multado. Ao todo, quatro tipos de radares serão instalados em Aracaju, sendo eles: lombada, misto, de velocidade e estático. O projeto segue sem data para iniciar as fiscalizações em definitivo.
Em entrevista concedida ao Jornal do Dia, o assessor de comunicação do órgão garantiu que o processo burocrático para início das autuações deve percorrer por mais 60, ou 90 dias seguidos. Após a homologação da empresa vencedora da licitação são precisos mais 15 dias para a chegada das torres de vigilância automática. "Depois de todo esse encaminhamento legal, esses equipamentos ainda serão analisados por especialistas do Inmetro que avaliarão se os radares e lombadas estarão devidamente prontos para funcionar em definitivo. Estamos trabalhando para garantir a segurança de todos, principalmente nas vias expressas que geram maior risco de acidentes", declarou. Até o último dia 15, mais de 1200 acidentes envolvendo motoqueiros foram registrados na capital.
Antes da chegada destes novos instrumentos de fiscalização, a SMTT já dispõe em fase de teste uma lombada eletrônica na Avenida Maranhão, próximo ao hospital Nestor Piva; um aparelho que registra excesso de velocidade na Avenida Beira Mar, nas proximidades do Parque dos Cajueiros; e um terceiro para detectar avanço de sinal e de velocidade no cruzamento das avenidas Beira Mar e Francisco Porto. "É preciso destacar que muitos condutores de automóveis têm apoiado esse trabalho de reinstalação dos radares. Há vários meses esse processo de implantação vem sendo estudado por técnicos especializados e certamente em dois ou três meses o trânsito de Aracaju estará ainda mais seguro", pontuou Flávio Vasconcelos.
Análises – Desde 2011, quando os equipamentos foram retirados das ruas e avenidas, todos os testes referentes a novos radares acontecem sob novas suspeitas de irregularidades na licitação da SMTT. As suspeitas de irregularidades na ação de controladores eletrônicos de velocidade já causaram problemas na administração anterior da PMA. Em março de 2011, quando o prefeito ainda era Edvaldo Nogueira, o TCE determinou a suspensão dos contratos firmados entre a SMTT e as empresas Splice e Eliseu Kopp, que já operavam o serviço em Aracaju. Um processo de licitação chegou a ser reaberto para a escolha de nova empresa, mas se arrastou até ser retomado por João Alves. Meses depois o processo foi arquivado.


