Invasão da sede do Crea gera pânico na região do Centro Administrativo

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

A polícia investiga uma tentativa de assalto à sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea/SE), no Centro Administrativo, bairro Capucho (zona oeste de Aracaju). O incidente aconteceu por volta das 18h30 de anteontem, quando dois homens armados entraram na repartição pelos fundos, onde fica uma área de matagal, e tentaram roubar a arma do vigilante, que reagiu à abordagem e conseguiu afastar os marginais durante uma troca de tiros. Ninguém ficou ferido, mas o episódio provocou pânico entre funcionários que encerravam o expediente e, com medo, se trancaram em uma das salas do prédio.

Segundo a queixa prestada pelo vigilante na Delegacia Plantonista, funcionário da empresa terceirizada Prosegur, ele estava na porta do Crea quando os criminosos chegaram e, já com pistolas sem punho, exigiram que ele entregasse seu revólver. O funcionário se negou a obedecer e um dos bandidos, descrito como um moreno-escuro de aproximadamente 40 anos que vestia uma camisa do Flamengo, disparou o primeiro tiro. O vigilante quase foi atingido e, depois de correr para a guarita, sacou sua arma e abriu fogo, tentando acertar os marginais. Segundo a polícia, mais de 10 cápsulas de pistola foram encontradas na entrada do conselho.

Depois do confronto, o vigilante correu até o prédio da Justiça Federal de Sergipe (JFSE), que fica vizinha ao Crea, e pediu ajuda aos outros vigilantes que estavam de plantão e também telefonou para a Polícia Militar. Duas equipes do 8º Batalhão da PM (8º BPM), chegaram rápido ao local e fizeram uma varredura dentro e fora do prédio, em busca dos criminosos, mas estes conseguiram escapar pelo mesmo matagal situado nos fundos do órgão, sem conseguir levar nada. Os policiais também destrancaram a sala onde estavam os funcionários que ainda trabalhavam no Crea. Além deles, estava uma comissão de técnicos do Crea de Alagoas, os quais faziam um curso de intercâmbio em Aracaju.

O caso deve ser investigado pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). O presidente do Crea/SE, Arício Rezende, informou que vai tomar medidas para reforçar a segurança da sede do órgão e procurar o governo do Estado para cobrar melhorias na segurança e na infraestrutura do Centro Administrativo. A região concentra várias repartições e autarquias, mas fica em meio a vários matagais e descampados, fica deserta à noite, é pouco policiada e possui deficiências na iluminação e nas pistas de acesso. De acordo com a PM, apenas oito ocorrências de furto ou roubo já aconteceram no local, incluindo assaltos contra vigilantes armados, e o policiamento é feito por duas equipes do 8º BPM.

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