Inverno aumenta chances de doenças respiratórias

O inverno chegou oficialmente no dia 21 de junho e prossegue até dia 21 de setembro. É nesse período que as doenças de inverno mais atingem as pessoas, por conta do frio, a baixa umidade do ar, as mudanças bruscas de temperatura e o aumento da poluição do ar.

O médico infectologista da Secretaria de Estado da Saúde, Marco Aurélio Góes, confirma que é nesse período que as doenças virais respiratórias passam a ser mais frequentes, principalmente pelo tipo de transmissão, que se dá pelo contato próximo com pessoas afetas. "Nos períodos mais frios os ambientes costumam ficar fechados e com pouca circulação de ar, facilitando a transmissão".
Crianças, adultos, idosos, todos podem ser atingidos por infecções respiratórias nesse período. Mas entre as crianças há uma maior facilidade de transmissão. "Em idosos e crianças (principalmente menores de 2 anos) podem haver mais complicações, como pneumonias, pela maior fragilidade imunológica", contou o infectologista. Pessoas com doenças pulmonares crônicas, doenças cardíacas, imunodeprimidos e gestantes também são mais suscetíveis a complicações em casos de gripe.

As doenças virais respiratórias mais comuns são os resfriados e a gripe. O resfriado se caracteriza pelos espirros, rinorreia (nariz escorrendo), obstrução nasal, geralmente acompanhada de febre baixa. Na gripe, os sintomas são febre alta, dor no corpo, tosse (geralmente seca) e até diarreia.
De acordo com Marco Aurélio, evitar o contato com outras pessoas doentes é a forma mais eficiente de afastar a transmissão, porém nem sempre isso é possível. "Então devemos reforçar as medidas simples de higiene, como o reforço na lavagem de mãos (ou uso de álcool gel), uso de lenços descartáveis ao espirrar. E quando estivermos doentes evitar o contato próximo, principalmente com crianças e idosos", detalhou.
Ele disse ainda que a maioria dessas infecções é tratada com medicamentos para melhorar os sintomas (diminuir a febre, controlar os espirros e tosse, melhorar as dores no corpo), além de hidratação e repouso.

Mas vale lembrar que casos de gripe que apresentem falta de ar (dispneia), gestantes, idosos, puérperas, obesos, portadores de doenças respiratórias crônica, cardiopatias e crianças menores de dois anos devem ser avaliados quanto ao uso do medicamento específico (antiviral) pelo maior risco de complicações.
Ele chama a atenção para o atendimento dessas doenças que ocorrem anualmente. "Os profissionais da rede pública e privada já estão habituados a esse atendimento. Toda a rede de atenção primária (unidades básicas de saúde) e de urgência (unidades de pronto atendimento e hospitais) está habilitada para esse atendimento, devendo ele ocorrer de preferência nas unidades básicas de saúde, para que as urgências não fiquem lotadas com quadros que na sua maioria são de baixa complexidade", alertou.

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