Reunidos em assembleia geral na manhã desta quarta-feira (11), na sede do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), oficiais investigadores da polícia civil de Sergipe decidiram não paralisar no Carnaval 2026, apenas deliberar mobilizações na expectativa de que o governador Fábio Mitidieri abra o diálogo visando a valorização financeira da categoria.
Foi decidido que a assembleia geral permanecerá aberta, que nessa quinta-feira, 12, a categoria se concentrará na às 6h30, e na sexta-feira, 13, fará um ato público na frente do Palácio de Despachos a partir das 8h.
Deliberado ainda que na quinta-feira (19) após o carnaval os oficiais investigadores sairão em passeata, também às 8h, da sede da Secretaria de Segurança Pública até o Palácio. E que, também será feita uma campanha publicitária pela valorização financeira da categoria com os bons resultados da segurança pública.
Segundo o presidente do Sinpol, Jean Rezende, o descontentamento da categoria é pelo entendimento de que Sergipe é o estado mais seguro do Nordeste graças ao trabalho de excelência que realiza e hoje ocupa a 25ª colocação salarial do país quando já foi a primeira no governo Marcelo Déda (PT) não havendo um reconhecimento.
Ressalta que há um sentimento acumulado dos oficiais investigadores ao longo de três anos de governo em busca de diálogo, onde, mais recentemente, o governador Fábio disse que receberia a entidade sindical ainda no mês de janeiro e mais uma vez não ocorreu.
“Isso gerou uma frustração na categoria, uma sensação de desprestigio e desrespeito já que Sergipe é o estado mais seguro do Nordeste e um dos mais seguros do país, um cenário totalmente positivo para a economia, atraindo grandes investimentos, gerando movimentação no turismo. Tudo isso vai fomentar geração de emprego e renda, fortalecendo não só a economia como o estado”, afirmou.
“Os oficiais investigadores de Sergipe já foram o primeiro no ranking do país na época do saudoso Marcelo Déda, que foi além daqueles investimentos em armamento, viaturas e tecnologia, que são importantes no cenário de investigação, mas o investimento principal é nos seres humanos que compõem essa força de segurança. Hoje nós amargamos o 25º lugar no ranking salarial”, lamentou Jean.
Investigadores decidem não parar no carnaval, mas farão mobilizações

