Ipesaúde tem um déficit mensal de quase R$ 20 mi

O PRESIDENTE DO IPESAÚDE, CLÁUDIO MITIDIERI, DURANTE EXPOSIÇÃO NA ASSEMBLEIA: DÍVIDA NO MÊS DE JANEIRO ERA DE R$ 154 MILHÕES(Foto:Joel Luiz/Alese)

Durante palestra ministrada nesta terça-feira (30), na Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), o diretor-presidente do Ipesaúde, o médico Cláudio Mitidieri Simões, elencou as dificuldades enfrentadas para manter a prestação de serviços à população por meio do instituto, considerado uma das maiores redes de assistência à saúde de servidores públicos do Nordeste. Atualmente são mais de 116.164 beneficiários, com um orçamento de 25 milhões e meio; para custear as despesas são necessários 44 milhões.
O gestor explicou que a situação encontrada em 1º de janeiro de 2023 (despesas pendentes de 2022), foi de R$ 154 milhões, 991 mil. “O Ipesaúde está na UTI e precisa da ajuda de todos”, disse na explanação, lembrando que um Projeto de Lei do Executivo será encaminhado à Alese, com medidas de recuperação da situação financeira.
Explanação – O diretor-presidente do Ipesaúde afirmou que a visita aconteceu em atendimento ao requerimento do deputado Cristiano Cavalcante, a qual visava tirar dúvidas e esclarecer a população sobre o instituto. “Na verdade vem correndo muitos boatos, muitas histórias de que o Ipes vai fechar, então eu fui convidado pelo líder do Governo na Assembleia para apresentar os dados e propor também o que nós precisamos melhorar no que se refere à saúde econômica, assim como consequentemente a assistência aos seus beneficiários”, afirma Cláudio Mitidieri, lamentando que o Ipesaude não pode ser fechado, mas o cenário não é animador, por conta da falta de recursos.

De acordo com dados apresentados à Alese, atualmente são mais de 116 mil 164 beneficiários, sendo que de janeiro até março deste ano, houve adesão de quase 4 mil novos assistenciados.
“A situação encontrada em 1º de janeiro de 2023 (despesas pendentes de 2022), foi de R$ 154 milhões, 991 mil. Até o último dia 20 de abril, foram pagos 96 milhões, estando pendentes de pagamento do ano passado: R$ 87 milhões, 212 mil. São 116 mil vidas e R$ 25,5 milhões de orçamento. Fica difícil de gerir, com isso estamos trazendo entre as medidas estudadas, a proposta de aumento de 4% para 6% na contribuição, que deverá ser detalhada em um projeto do governo. Não é fácil trazer essa proposta para os servidores, mas precisamos de 44 milhões/mês para custear as despesas no Ipesaude”, lamenta.
Entre as ameaças elencadas pelo gestor, estão o custo assistencial (23% entre março de 2021 e março de 2022); judicialização de demandas crescente para Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e Fisioterapia; escassez de especialidades como Neuropediatria, Reumatologia e Geriatria, além do novo piso da Enfermagem. O médico fez uma observação quanto aos sequestros judiciais. Segundo ele, em 2022, o valor foi de R$ 2 milhões 915 mil e até maio de 2023, foi de R$ 1 milhão 725 milhão.

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