A atriz Isabel Santos se apresenta com o espetáculo “Piedade, a seu dispô” no Circuito Cultural Banco do Nordeste. A primeira apresentação acontece nesta quinta-feira (27), em Juazeiro do Norte/CE.
Esse espetáculo faz parte da parceria entre o dramaturgo Euler Lopes e a atriz Isabel Santos, no qual ambos investigam sobre a condição de miserabilidade que certas camadas da sociedade brasileira enfrentam. A partir da perspectiva de personagens femininas, os espetáculos abordam temas como a violência, direitos humanos, sustentabilidade, negligência, feminismos, maternidade e desigualdade social.
Em Piedade, a seu dispô, temos a história de uma empregada doméstica que é abordada no meio da noite enquanto volta para casa, cansada do seu trabalho. Piedade é interrogada e revistada no meio da rua, e devolve tamanha grosseria com a sua verdade. Na narrativa de Piedade, ela expõe toda a sua luta para criar os filhos, educá-los e mantê-los vivos.
“Depois de quase 50 anos dedicados ao teatro, viver a experiência de circular pelo Circuito Cultural Banco do Nordeste representa, para mim, muito mais do que levar um espetáculo de uma cidade para outra. É reafirmar a força do teatro como instrumento de encontro, diálogo, memória e transformação”, conta.
Chegar a Juazeiro do Norte, Sousa, Mossoró e Fortaleza significa atravessar territórios, encontrar novos públicos e compartilhar experiências entre artistas e comunidades. Cada cidade possui sua própria história, sua cultura, seus modos de sentir e de se expressar. A circulação permite que o teatro dialogue com essas diferenças e, ao mesmo tempo, reconheça aquilo que nos une como nordestinos.
“Ao longo de quase cinco décadas de trajetória, aprendi que o teatro só se completa verdadeiramente quando encontra o público. Circular é ampliar esse encontro, descentralizar o acesso à produção cultural e fortalecer as redes entre artistas, espaços culturais e espectadores. Para mim, esta circulação também é uma celebração de uma vida inteira dedicada à cena. É levar comigo as experiências construídas ao longo de tantos anos e, em cada lugar, abrir espaço para novas trocas, novos olhares e novas possibilidades”, diz.


