Jackson Barreto reassume governo

Após 18 dias, o então governador em exer-cício, Belivaldo Chagas, fez ontem a transmissão de cargo para o governador Jackson Barreto e reassumiu a Secretaria de Estado da Casa Civil. Jackson havia se afastado do governo no início do mês, 02 de julho, deixando Belivaldo na função.  
A transmissão de cargo ocorreu no Palácio de Veraneio, na presença dos secretários de Governo, Benedito Figueiredo, Planejamento, João Augusto Gama; Saúde, José Sobral; Fazenda, Jefferson Passos; Educação, Jorge Carvalho; Segurança Pública, Mendonça Prado e Comunicação, Sales Neto. Também acompanhou a transmissão de cargo, o assessor especial, Carlos Cauê.

"Foi um período tranquilo, no qual contei com o apoio de toda equipe do governo. A mesma equipe que vem colaborando com o governador Jackson Barreto se colocou a disposição, o tempo todo, para que a gente desse continuidade ao trabalho seguindo as orientações dadas pelo governador", afirmou o vice-governador.
Para Jackson, a breve pausa na agenda administrativa serviu para repor as energias e refletir sobre os novos desafios que se apresentam na gestão. "A gente sai alguns dias para descansar a cabeça. É necessário, às vezes, dar uma pausa um pouco no meio de um trabalho que é árduo, pois é um trabalho que faço diariamente, 14 a 15 horas por dia, algo humanamente impossível para alguns e que até contraria as orientações médicas. Mas, é que, o Estado tem tarefas muito grandes e muitas vezes 24 horas por dia é pouco".

Segundo o governador, o longo trabalho que vem sendo feito em busca de mais benefícios para o povo sergipano tem encontrado dificuldades que exigem ainda mais dos gestores e compreensão da sociedade sergipana.
"Assumi o governo em um momento muito difícil da vida de Sergipe, que foi na doença de Marcelo Déda, e depois, após a sua lamentável morte, seguindo pelo processo eleitoral. E a gente continua trabalhando muito, porque caímos nessa situação de dificuldade extrema, o Estado já vinha com dificuldades e as dificuldades aumentaram e a situação do país também se agravou de forma profunda. Então, ao invés de dobrarmos o trabalho, triplicamos, quadriplicamos. Tem que ter muita força, muita fé em Deus, muita confiança nos secretários e pedimos a compreensão do povo, porque o momento que estamos vivendo é de dificuldades e nós precisamos fazer a nossa parte. Somos um governo que, acima de tudo, tem o compromisso de honrar a palavra dada ao povo e um governo que tem trabalhado muito para evitar gastos. Estamos trabalhando hoje, em 2015, com os custos ainda de quatro anos atrás, então temos feito todas as formas de redução de custos, de fazer economia, de aplicar o pouco que se tem naquilo que é essencial para o povo", reforçou.

De acordo com o governador, apesar das dificuldades do contexto econômico que vive o Brasil, isso não interfere no seu compromisso e na sua vontade de trabalhar pelo povo de Sergipe. "As dificuldades aumentam, e peço a Deus que nos abençoe e nos mostre os caminhos para que possamos encontrar as soluções para o nosso estado, para o nosso povo, para que possamos realizar mais obras, principalmente, as essenciais ao povo mais pobre, e para que possamos cuidar também dos nossos servidores públicos. Eu tenho muita fé e vou continuar com a minha fé trabalhando com disposição e dialogando com todos, como sempre fiz. Para obras, nós temos recursos, porque foram recursos de convênios e empréstimos realizados no ano passado e neste ano. Recursos oriundos do Proinveste, do BNDES, do Banco Mundial, com o qual estamos executando uma série de obras e com os quais ainda temos muito a fazer a partir destes recursos garantidos. Porém a receita não melhora e não podemos usar esses recursos das obras, que têm finalidades específicas, para atender as necessidades dos servidores do Estado. Muitas vezes um servidor questiona que estamos fazendo tantas obras e não há recursos para eles. Eu respondo que esses recursos não são recursos do Tesouro do Estado, que eu possa aplicá-los para os servidores, são recursos específicos de fontes especificas para fazer essas obras e eu não posso afastar esses recursos dos seus compromissos, pois isso cai na chamada Lei da improbidade administrativa. Mas eu tenho muita fé, muita esperança e muita disposição para o trabalho e plena consciência que, não nos afastaremos das nossas obrigações e das nossas responsabilidades".

Rosalvo Alexandre – O retorno do governador foi marcado também pela saudade com a despedida do seu grande amigo, Rosalvo Alexandre, falecido no último dia 11 de julho. "Voltei também com uma tristeza muito grande e lembranças do companheiro Rosalvo Alexandre, após essa triste notícia da sua partida. Eu não me imaginava governador de Sergipe sem a presença dos debates, das discussões, da troca de ideias e informações com o meu amigo Rosalvo Alexandre, que sempre foi muito importante para todos nós e sempre buscou ser convincente nas suas ideias, nas suas estratégias. Fará uma falta muito grande ao nosso governo", desabafou.

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